{"id":2405696,"date":"2021-01-25T10:21:00","date_gmt":"2021-01-25T10:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2405696.html"},"modified":"2026-05-13T15:33:34","modified_gmt":"2026-05-13T15:33:34","slug":"para-todos-os-tamanhos-colaboracao-duas-propostas-pedagogicas-com-recurso-a-livros-album","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2405696","title":{"rendered":"Para todos os tamanhos: Colabora\u00e7\u00e3o &#8211; duas propostas pedag\u00f3gicas com recurso a livros-\u00e1lbum"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"anna-samoylova-w55SpMmoPgE-unsplash.jpg\" height=\"403\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22002199_dsA2D.jpeg\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"605\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@hagalnaud?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Anna Samoylova<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mais do que nunca a colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 na ordem do dia. A pandemia acrescenta-nos a consci\u00eancia de que a interdepend\u00eancia \u00e9 uma realidade que condiciona as nossas vidas, crescem exemplos (maus, mas sobretudo bons) de como o trabalho colaborativo \u00e9 o melhor caminho para encontrar as melhores solu\u00e7\u00f5es para os problemas que enfrentamos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O desafio lan\u00e7ado \u00e0s bibliotecas neste m\u00eas de janeiro foi ao encontro desta constata\u00e7\u00e3o e temos recebido muitos exemplos de como os processos de aprendizagem s\u00e3o enriquecidos quando se alargam horizontes de colabora\u00e7\u00e3o entre docentes, com os parceiros, entre outras possibilidades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E entre as crian\u00e7as\/ alunos, como trabalhamos a quest\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o? O que fazemos para que compreendam o poder de ouvir diferentes perspetivas, ensaiar outras possibilidades e receber feedback de outros interlocutores?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Trabalhar a partir de bons \u00e1lbuns ilustrados admite sempre uma paleta de hip\u00f3teses de leitura e explora\u00e7\u00e3o, transversal a diferentes idades e n\u00edveis de ensino, permitindo ao docente\/ mediador aprofundar mais ou menos o texto, a imagem ou a intera\u00e7\u00e3o de ambos consoante o grupo que tem pela frente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abTendo em conta uma conce\u00e7\u00e3o de biblioteca como espa\u00e7o p\u00fablico de produ\u00e7\u00e3o de sentidos, onde se ativam lugares sociais, viv\u00eancias, rela\u00e7\u00f5es com o outro, valores da \u00e9poca e da comunidade, conhecimentos das coisas do mundo (cren\u00e7as, saberes, comportamentos, experi\u00eancias est\u00e9ticas e contemplativas, \u2026), considerou-se necess\u00e1rio explicitar, para al\u00e9m da dimens\u00e3o cognitiva e procedimental, uma dimens\u00e3o valorativa e atitudinal, que oriente a a\u00e7\u00e3o dos jovens no uso da informa\u00e7\u00e3o, no processo de aprendizagem, na aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento e no relacionamento com o mundo que os rodeia.\u00bb (<a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/89\/referencial_2017.html\">Referencial Aprender com a BE<\/a>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, pretende-se que as crian\u00e7as\/ alunos demonstrem curiosidade, participem na troca e debate de ideias, manifestando esp\u00edrito cr\u00edtico e respeitando diferentes opini\u00f5es. Valoriza-se o esp\u00edrito de interroga\u00e7\u00e3o e a iniciativa e criatividade na resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As seguintes sugest\u00f5es t\u00eam como foco a colabora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o ideias que podem ser adaptadas e desenvolvidas consoante o ambiente de aprendizagem escolhido. Os livros s\u00e3o apenas a igni\u00e7\u00e3o para pensar e debater em conjunto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Nadadorzinho, de Leo Lionni, Kalandraka<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"blogger-image-1646110883.jpg\" height=\"321\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22002208_Fl3yc.jpeg\" style=\"width: 236px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"348\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>\u00abAlgures, num cantinho no mar, vivia um cardume de peixinhos. Eram todos vermelhos, exceto um deles, que era t\u00e3o preto, como a casca de um mexilh\u00e3o. Nadava mais depressa do que os seus irm\u00e3os e irm\u00e3s e chamava-se Nadadorzinho&#8230; \u00bb<\/em> (<a href=\"https:\/\/www.kalandraka.com\/pub\/media\/productattach\/n\/a\/nadadorzinho-pt.pdf\">resenha da editora<\/a>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Pistas de discuss\u00e3o:<\/strong><br \/>\u2022 O que \u00e9 uma comunidade? Pode-se falar das diferentes comunidades a que pertencemos (bairro, fam\u00edlia, escola, igreja, outros grupos de interesse, etc.). Pode o cardume desta hist\u00f3ria ser considerado uma comunidade? Porqu\u00ea?<br \/>\u2022 Qual o talento especial que o Nadadorzinho p\u00f4s ao servi\u00e7o do grupo? O que leva algu\u00e9m a despender voluntariamente o seu tempo, ou talento ou dinheiro em prol do bem comum?<br \/>\u2022 Qual \u00e9 o benef\u00edcio da coopera\u00e7\u00e3o de um grupo? Pode-se evocar casos concretos que conhe\u00e7am em que pessoas se uniram para um bem comum; que talentos foram partilhados?<br \/>\u2022 Porque pensam que o Nadadorzinho se ofereceu para ser o olho do peixe? O que sentimos quando conhecemos algu\u00e9m com novas ideias?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>E Que Posso Eu Fazer?, de Jos\u00e9 Campanari, OQO<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"download.jpg\" height=\"215\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22002209_FSZzv.jpeg\" style=\"width: 234px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"234\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><em>\u00abO senhor Xis l\u00ea as not\u00edcias do jornal e o corpo enche-se-lhe de preocupa\u00e7\u00f5es. E questiona-se a cada momento: \u201cE que posso eu fazer?\u201d. Um dia encontra uma resposta; noutro dia, outra; e outra mais\u2026\u00bb<\/em> (<a href=\"http:\/\/oqo.es\/pt-pt\/produto\/e-que-posso-eu-fazer\/\">resenha da editora<\/a>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Pistas de discuss\u00e3o:<\/strong><br \/>\u2022 O que \u00e9 a solidariedade? Pode-se falar de casos concretos que conhecemos (pessoas\/ institui\u00e7\u00f5es) que se esfor\u00e7am por ajudar quem necessita.<br \/>\u2022 Como podemos saber quando devemos chegar-nos \u00e0 frente e lutar por aquilo em que acreditamos? Quais as coisas\/ os valores pelos quais devemos manter uma atitude ativa, no sentido de enfrentar os problemas do nosso tempo e produzir mudan\u00e7as no planeta.<br \/>\u2022 Podemos faz\u00ea-lo sozinhos ou com outros? Quais os benef\u00edcios de juntar v\u00e1rias vozes a uma causa? Pode-se falar sobre a import\u00e2ncia de sermos tolerantes e construir um di\u00e1logo com outras formas de ser e de estar, diferentes das nossas e, apesar das diferen\u00e7as, conseguirmos unir-nos num bem comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Photo by Anna Samoylova on Unsplash Mais do que nunca a colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 na ordem do dia. A pandemia acrescenta-nos a consci\u00eancia de que a interdepend\u00eancia \u00e9 uma realidade que condiciona as nossas vidas, crescem exemplos (maus, mas sobretudo bons) de como o trabalho colaborativo \u00e9 o melhor caminho para encontrar as melhores solu\u00e7\u00f5es para os problemas que enfrentamos. O desafio lan\u00e7ado \u00e0s bibliotecas neste m\u00eas de janeiro foi ao encontro desta constata\u00e7\u00e3o e temos recebido muitos exemplos de como os processos de aprendizagem s\u00e3o enriquecidos quando se alargam horizontes de colabora\u00e7\u00e3o entre docentes, com os parceiros, entre outras possibilidades. E entre as crian\u00e7as\/ alunos, como trabalhamos a quest\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o? O que fazemos para que compreendam o poder de ouvir diferentes perspetivas, ensaiar outras possibilidades e receber feedback de outros interlocutores? Trabalhar a partir de bons \u00e1lbuns ilustrados admite sempre uma paleta de hip\u00f3teses de leitura e explora\u00e7\u00e3o, transversal a diferentes idades e n\u00edveis de ensino, permitindo ao docente\/ mediador aprofundar mais ou menos o texto, a imagem ou a intera\u00e7\u00e3o de ambos consoante o grupo que tem pela frente. \u00abTendo em conta uma conce\u00e7\u00e3o de biblioteca como espa\u00e7o p\u00fablico de produ\u00e7\u00e3o de sentidos, onde se ativam lugares sociais, viv\u00eancias, rela\u00e7\u00f5es com o outro, valores da \u00e9poca e da comunidade, conhecimentos das coisas do mundo (cren\u00e7as, saberes, comportamentos, experi\u00eancias est\u00e9ticas e contemplativas, \u2026), considerou-se necess\u00e1rio explicitar, para al\u00e9m da dimens\u00e3o cognitiva e procedimental, uma dimens\u00e3o valorativa e atitudinal, que oriente a a\u00e7\u00e3o dos jovens no uso da informa\u00e7\u00e3o, no processo de aprendizagem, na aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento e no relacionamento com o mundo que os rodeia.\u00bb (Referencial Aprender com a BE) Assim, pretende-se que as crian\u00e7as\/ alunos demonstrem curiosidade, participem na troca e debate de ideias, manifestando esp\u00edrito cr\u00edtico e respeitando diferentes opini\u00f5es. Valoriza-se o esp\u00edrito de interroga\u00e7\u00e3o e a iniciativa e criatividade na resolu\u00e7\u00e3o de problemas. As seguintes sugest\u00f5es t\u00eam como foco a colabora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o ideias que podem ser adaptadas e desenvolvidas consoante o ambiente de aprendizagem escolhido. Os livros s\u00e3o apenas a igni\u00e7\u00e3o para pensar e debater em conjunto. \u00a0 Nadadorzinho, de Leo Lionni, Kalandraka \u00abAlgures, num cantinho no mar, vivia um cardume de peixinhos. Eram todos vermelhos, exceto um deles, que era t\u00e3o preto, como a casca de um mexilh\u00e3o. Nadava mais depressa do que os seus irm\u00e3os e irm\u00e3s e chamava-se Nadadorzinho&#8230; \u00bb (resenha da editora) Pistas de discuss\u00e3o:\u2022 O que \u00e9 uma comunidade? Pode-se falar das diferentes comunidades a que pertencemos (bairro, fam\u00edlia, escola, igreja, outros grupos de interesse, etc.). Pode o cardume desta hist\u00f3ria ser considerado uma comunidade? Porqu\u00ea?\u2022 Qual o talento especial que o Nadadorzinho p\u00f4s ao servi\u00e7o do grupo? O que leva algu\u00e9m a despender voluntariamente o seu tempo, ou talento ou dinheiro em prol do bem comum?\u2022 Qual \u00e9 o benef\u00edcio da coopera\u00e7\u00e3o de um grupo? Pode-se evocar casos concretos que conhe\u00e7am em que pessoas se uniram para um bem comum; que talentos foram partilhados?\u2022 Porque pensam que o Nadadorzinho se ofereceu para ser o olho do peixe? O que sentimos quando conhecemos algu\u00e9m com novas ideias? \u00a0 E Que Posso Eu Fazer?, de Jos\u00e9 Campanari, OQO \u00abO senhor Xis l\u00ea as not\u00edcias do jornal e o corpo enche-se-lhe de preocupa\u00e7\u00f5es. E questiona-se a cada momento: \u201cE que posso eu fazer?\u201d. Um dia encontra uma resposta; noutro dia, outra; e outra mais\u2026\u00bb (resenha da editora) Pistas de discuss\u00e3o:\u2022 O que \u00e9 a solidariedade? Pode-se falar de casos concretos que conhecemos (pessoas\/ institui\u00e7\u00f5es) que se esfor\u00e7am por ajudar quem necessita.\u2022 Como podemos saber quando devemos chegar-nos \u00e0 frente e lutar por aquilo em que acreditamos? Quais as coisas\/ os valores pelos quais devemos manter uma atitude ativa, no sentido de enfrentar os problemas do nosso tempo e produzir mudan\u00e7as no planeta.\u2022 Podemos faz\u00ea-lo sozinhos ou com outros? Quais os benef\u00edcios de juntar v\u00e1rias vozes a uma causa? Pode-se falar sobre a import\u00e2ncia de sermos tolerantes e construir um di\u00e1logo com outras formas de ser e de estar, diferentes das nossas e, apesar das diferen\u00e7as, conseguirmos unir-nos num bem comum.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[154,42,170,157,144],"tags":[],"class_list":["post-2405696","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bem-estar","category-cidadania","category-competencias-socioemocionais","category-leitura","category-para-todos-os-tamanhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2405696","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2405696"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2405696\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3088059,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2405696\/revisions\/3088059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2405696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2405696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2405696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}