{"id":2390611,"date":"2020-12-03T09:47:00","date_gmt":"2020-12-03T09:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2390611.html"},"modified":"2026-05-13T15:37:18","modified_gmt":"2026-05-13T15:37:18","slug":"a-exigente-literacia-da-leitura-eletronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2390611","title":{"rendered":"A exigente literacia da leitura eletr\u00f3nica"},"content":{"rendered":"<div><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"pexels-markus-spiske-1089438.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21965105_Gm3N6.jpeg\" alt=\"pexels-markus-spiske-1089438.jpg\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Fonte: Foto de <a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/pt-br\/foto\/abstrato-resumo-abstrair-acesso-1089438\/\">Markus Spiske <\/a>no <a href=\"https:\/\/www.pexels.com\">Pexels<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<div>A literatura tem vindo a ganhar forma eletr\u00f3nica (hipertexto) e extravasado os limites das p\u00e1ginas impressas dos livros (migrou para o ecr\u00e3, motores de busca e p\u00e1ginas web). Literatura essa que incorpora diversas linguagens (audiovisual\/multim\u00e9dia), utiliza c\u00f3digos semi\u00f3ticos distintos (hiperm\u00e9dia) e acontece num espa\u00e7o de acesso livre e descentralizado (ciberespa\u00e7o).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Estas transfigura\u00e7\u00f5es arrastam-nos, inevitavelmente, para novas modalidades de leitura (de uma leitura em sil\u00eancio, focada em p\u00e1ginas fixas, passamos para uma leitura digital, multimodal, centrada na explora\u00e7\u00e3o, na pesquisa e no cruzamento de links) e obrigam o leitor \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do sentido do(s) texto(s), por entre percursos que se d\u00e3o em m\u00faltiplas dire\u00e7\u00f5es, por condensarem diferentes linguagens (gr\u00e1ficas, iconogr\u00e1ficas, textos escritos, imagens, filmes, sons) e suportes (\u00e1udio, v\u00eddeo, etc&#8230;).\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00c9 assim que, hoje, a amplitude da experi\u00eancia de leitura se encontra condicionada quer pelas compet\u00eancias leitoras, quer pelas compet\u00eancias digitais do leitor, e, em virtude disso, o ato de ler se tornou mais complexo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Uma forma de se perceber essa complexidade passa pela explora\u00e7\u00e3o deste tipo de objetos liter\u00e1rios, uma vez que a an\u00e1lise das suas caracter\u00edsticas, prop\u00f3sitos e peculiaridades, nos permite ampliar a reflex\u00e3o sobre os processos de intermedialidade que eles envolvem, como, tamb\u00e9m, nos desafia, enquanto leitores, ao exerc\u00edcio de uma certa l\u00f3gica labir\u00edntica na explora\u00e7\u00e3o das narrativas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Observem-se, por exemplo, as seguintes obras:<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8211; <a href=\"https:\/\/editionsatplay.withgoogle.com\/#!\/\">All This Rotting<\/a> de Alan Trotter,\u00a0 <a href=\"https:\/\/editionsatplay.withgoogle.com\/#!\/\">Seed<\/a> de Joanna Walsh; <a href=\"https:\/\/editionsatplay.withgoogle.com\/#!\/\">STRATA<\/a> de Tommy Lee Edwards &amp; I Speak Machine (publicadas pela Editions At Play);\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8211; <a href=\"http:\/\/telepoesis.net\/arvore\/arvore.html\">A \u00c1rvore<\/a> e o <a href=\"http:\/\/telepoesis.net\/mardesophia\/\">Poema hiperm\u00e9dia<\/a> do autor Portugu\u00eas Rui Torres;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8211; <a href=\"https:\/\/wreading-digits.com\/desconexao\/\">(Des)Conex\u00e3o<\/a>, <a href=\"http:\/\/wreading-digits.com\/bruxa\/\">Or\u00e1culo<\/a> , <a href=\"http:\/\/wreading-digits.com\/var\/\">Var Poesia<\/a> (disponibilizadas no s\u00edtio online\u00a0 <a href=\"https:\/\/wreading-digits.com\/site\/\">WR3AD1NG D1GIT5<\/a> onde s\u00e3o apresentados diversos tipos de projetos\u00a0 no \u00e2mbito da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica experimental e da curadoria).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Tal explora\u00e7\u00e3o proporciona uma experi\u00eancia verdadeiramente inquietante, que causa estranheza, j\u00e1 que todas as conven\u00e7\u00f5es sobre o que \u00e9 o livro ou a leitura s\u00e3o abaladas, fruto das imensas possibilidades de mobilidade intr\u00ednseca que este tipo de textos (h\u00edbridos, vol\u00e1teis, n\u00e3o sequenciais, algor\u00edtmicos\u2026) oferece aos leitores.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Contudo, apesar da literacia liter\u00e1ria do meio digital ainda estar em fase de constru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo, por isso, um conjunto de conven\u00e7\u00f5es est\u00e1veis, \u00e9 poss\u00edvel observar que o meio digital tem inventado novas formas e g\u00e9neros liter\u00e1rios. Uma consulta ao\u00a0 <a href=\"https:\/\/po-ex.net\/\">arquivo digital da PO.EX.<\/a>, do Centro de Estudos de Texto Inform\u00e1tico e Ciberliteratura, da Universidade Fernando Pessoa de Portugal, ajuda-nos a contextualizar te\u00f3rica e conceptualmente estas novas tipologias textuais [Cf.: <a href=\"https:\/\/po-ex.net\/estrutura\/generos\/\">g\u00e9neros<\/a> \u2013 \u201cEletrografia e copy art; Fic\u00e7\u00e3o experimental ; Videopoesia; etc.\u201d] , a sua organiza\u00e7\u00e3o [\u201cMaterialidades e Transtextualidades\u201d] e respetiva classifica\u00e7\u00e3o [<a href=\"https:\/\/po-ex.net\/estrutura\/taxonomia\/\">taxonomia<\/a> \u2013 \u201cpoesia visual, sonora, espacial, performativa, digital, concreta e v\u00eddeo\u201d].<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>As plataformas mudaram e mudaram-nos. Hoje l\u00ea-se mais em ecr\u00e3 e o tempo do hiperm\u00e9dia ou do multim\u00e9dia, que e\u0301 o da simultaneidade e da transforma\u00e7\u00e3o, requer do leitor uma experi\u00eancia interpretativa, na articula\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas de cria\u00e7\u00e3o digital com as compet\u00eancias necess\u00e1rias para as interpretar e compreender. Exige-se uma certa co-autoria ao leitor que, imerso num ambiente de leitura interrompida (saltos de texto, de imagens, sons, janelas que se sobrep\u00f5em&#8230;), vai construindo o seu itiner\u00e1rio de leitura\/pesquisa, atrav\u00e9s de escolhas sucessivas, de constantes releituras (vers\u00f5es m\u00faltiplas de textos) e reescritas (diferentes modos de express\u00e3o).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Contudo, a literatura n\u00e3o \u00e9 nem o suporte nem a mat\u00e9ria, mas configura-se pelo pr\u00f3prio ato de ler. Diferente da compet\u00eancia t\u00e9cnica (ser capaz de juntar palavras, navegar de link para link, &#8230;) a leitura suporta a forma como o leitor est\u00e1 no mundo pelos espa\u00e7os de compreens\u00e3o que gera. A quest\u00e3o do entendimento da escrita e do discurso remete para a discuss\u00e3o do sentido do texto, da interpreta\u00e7\u00e3o propriamente dita, e isso n\u00e3o mudou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ler \u00e9 sempre um ato de recria\u00e7\u00e3o. Por seu lado, o indiv\u00edduo que interpreta o(s) texto(s) precisa de o(s) reconfigurar em diferentes modos de express\u00e3o, tornando-se, por isso, um co-autor. Tamb\u00e9m assim acontece com o texto impresso.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O desafio para o ensino, quando entramos na literatura eletr\u00f3nica, prende-se sobretudo com a necess\u00e1ria discuss\u00e3o de algumas quest\u00f5es. Deveriam os professores:<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u25cf trazer este tipo de obras para a sala de aula e proporcionar experi\u00eancias de leitura liter\u00e1ria digital aos alunos?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u25cf utilizar este tipo de textos, por forma a desenvolver conhecimentos dos alunos em termos de linguagem de programa\u00e7\u00e3o, conce\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e\/ou epistemol\u00f3gicas e, principalmente, sobre novos g\u00e9neros ou tipo de obras dispon\u00edveis na literatura eletr\u00f3nica?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u25cf promover experi\u00eancias de leitura que coloquem os alunos numa situa\u00e7\u00e3o mais imersiva e interativa, por forma a desenvolverem as suas compet\u00eancias imaginativas e cr\u00edticas, em ambientes audiovisuais e digitais que lhes s\u00e3o t\u00e3o familiares?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u25cf desenhar e experimentar estrat\u00e9gias para lidar com a frui\u00e7\u00e3o da arte liter\u00e1ria, em especial no contexto da produ\u00e7\u00e3o dos novos objetos liter\u00e1rios, concebidos para o ambiente digital?<\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>N\u00e3o havendo d\u00favida dos desafios, estas s\u00e3o algumas perguntas \u00e0s quais podemos, mas n\u00e3o devemos fugir.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A t\u00edtulo de exemplo, no s\u00edtio de apoio <a href=\"https:\/\/sites.google.com\/mail-rbe.org\/aprenderbe-rbe\/\">Aprender com a biblioteca escolar: atividades e recursos<\/a>\u00a0foi disponibilizada uma proposta de atividade que proporciona a experimenta\u00e7\u00e3o deste tipo de literatura: <a href=\"https:\/\/sites.google.com\/mail-rbe.org\/aprenderbe-rbe\/leitura\/3-%C2%BA-ciclo\/hiperdesafio\">Hiperdesafio!<\/a><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Foto de Markus Spiske no Pexels A literatura tem vindo a ganhar forma eletr\u00f3nica (hipertexto) e extravasado os limites das p\u00e1ginas impressas dos livros (migrou para o ecr\u00e3, motores de busca e p\u00e1ginas web). Literatura essa que incorpora diversas linguagens (audiovisual\/multim\u00e9dia), utiliza c\u00f3digos semi\u00f3ticos distintos (hiperm\u00e9dia) e acontece num espa\u00e7o de acesso livre e descentralizado (ciberespa\u00e7o). \u00a0 Estas transfigura\u00e7\u00f5es arrastam-nos, inevitavelmente, para novas modalidades de leitura (de uma leitura em sil\u00eancio, focada em p\u00e1ginas fixas, passamos para uma leitura digital, multimodal, centrada na explora\u00e7\u00e3o, na pesquisa e no cruzamento de links) e obrigam o leitor \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do sentido do(s) texto(s), por entre percursos que se d\u00e3o em m\u00faltiplas dire\u00e7\u00f5es, por condensarem diferentes linguagens (gr\u00e1ficas, iconogr\u00e1ficas, textos escritos, imagens, filmes, sons) e suportes (\u00e1udio, v\u00eddeo, etc&#8230;).\u00a0 \u00a0 \u00c9 assim que, hoje, a amplitude da experi\u00eancia de leitura se encontra condicionada quer pelas compet\u00eancias leitoras, quer pelas compet\u00eancias digitais do leitor, e, em virtude disso, o ato de ler se tornou mais complexo. \u00a0 Uma forma de se perceber essa complexidade passa pela explora\u00e7\u00e3o deste tipo de objetos liter\u00e1rios, uma vez que a an\u00e1lise das suas caracter\u00edsticas, prop\u00f3sitos e peculiaridades, nos permite ampliar a reflex\u00e3o sobre os processos de intermedialidade que eles envolvem, como, tamb\u00e9m, nos desafia, enquanto leitores, ao exerc\u00edcio de uma certa l\u00f3gica labir\u00edntica na explora\u00e7\u00e3o das narrativas. \u00a0 Observem-se, por exemplo, as seguintes obras: \u00a0 &#8211; All This Rotting de Alan Trotter,\u00a0 Seed de Joanna Walsh; STRATA de Tommy Lee Edwards &amp; I Speak Machine (publicadas pela Editions At Play);\u00a0 \u00a0 &#8211; A \u00c1rvore e o Poema hiperm\u00e9dia do autor Portugu\u00eas Rui Torres; \u00a0 &#8211; (Des)Conex\u00e3o, Or\u00e1culo , Var Poesia (disponibilizadas no s\u00edtio online\u00a0 WR3AD1NG D1GIT5 onde s\u00e3o apresentados diversos tipos de projetos\u00a0 no \u00e2mbito da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica experimental e da curadoria). \u00a0 Tal explora\u00e7\u00e3o proporciona uma experi\u00eancia verdadeiramente inquietante, que causa estranheza, j\u00e1 que todas as conven\u00e7\u00f5es sobre o que \u00e9 o livro ou a leitura s\u00e3o abaladas, fruto das imensas possibilidades de mobilidade intr\u00ednseca que este tipo de textos (h\u00edbridos, vol\u00e1teis, n\u00e3o sequenciais, algor\u00edtmicos\u2026) oferece aos leitores.\u00a0 \u00a0 Contudo, apesar da literacia liter\u00e1ria do meio digital ainda estar em fase de constru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo, por isso, um conjunto de conven\u00e7\u00f5es est\u00e1veis, \u00e9 poss\u00edvel observar que o meio digital tem inventado novas formas e g\u00e9neros liter\u00e1rios. Uma consulta ao\u00a0 arquivo digital da PO.EX., do Centro de Estudos de Texto Inform\u00e1tico e Ciberliteratura, da Universidade Fernando Pessoa de Portugal, ajuda-nos a contextualizar te\u00f3rica e conceptualmente estas novas tipologias textuais [Cf.: g\u00e9neros \u2013 \u201cEletrografia e copy art; Fic\u00e7\u00e3o experimental ; Videopoesia; etc.\u201d] , a sua organiza\u00e7\u00e3o [\u201cMaterialidades e Transtextualidades\u201d] e respetiva classifica\u00e7\u00e3o [taxonomia \u2013 \u201cpoesia visual, sonora, espacial, performativa, digital, concreta e v\u00eddeo\u201d]. \u00a0 As plataformas mudaram e mudaram-nos. Hoje l\u00ea-se mais em ecr\u00e3 e o tempo do hiperm\u00e9dia ou do multim\u00e9dia, que e\u0301 o da simultaneidade e da transforma\u00e7\u00e3o, requer do leitor uma experi\u00eancia interpretativa, na articula\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas de cria\u00e7\u00e3o digital com as compet\u00eancias necess\u00e1rias para as interpretar e compreender. Exige-se uma certa co-autoria ao leitor que, imerso num ambiente de leitura interrompida (saltos de texto, de imagens, sons, janelas que se sobrep\u00f5em&#8230;), vai construindo o seu itiner\u00e1rio de leitura\/pesquisa, atrav\u00e9s de escolhas sucessivas, de constantes releituras (vers\u00f5es m\u00faltiplas de textos) e reescritas (diferentes modos de express\u00e3o). \u00a0 Contudo, a literatura n\u00e3o \u00e9 nem o suporte nem a mat\u00e9ria, mas configura-se pelo pr\u00f3prio ato de ler. Diferente da compet\u00eancia t\u00e9cnica (ser capaz de juntar palavras, navegar de link para link, &#8230;) a leitura suporta a forma como o leitor est\u00e1 no mundo pelos espa\u00e7os de compreens\u00e3o que gera. A quest\u00e3o do entendimento da escrita e do discurso remete para a discuss\u00e3o do sentido do texto, da interpreta\u00e7\u00e3o propriamente dita, e isso n\u00e3o mudou. \u00a0 Ler \u00e9 sempre um ato de recria\u00e7\u00e3o. Por seu lado, o indiv\u00edduo que interpreta o(s) texto(s) precisa de o(s) reconfigurar em diferentes modos de express\u00e3o, tornando-se, por isso, um co-autor. Tamb\u00e9m assim acontece com o texto impresso. \u00a0 O desafio para o ensino, quando entramos na literatura eletr\u00f3nica, prende-se sobretudo com a necess\u00e1ria discuss\u00e3o de algumas quest\u00f5es. Deveriam os professores: \u00a0 \u25cf trazer este tipo de obras para a sala de aula e proporcionar experi\u00eancias de leitura liter\u00e1ria digital aos alunos? \u25cf utilizar este tipo de textos, por forma a desenvolver conhecimentos dos alunos em termos de linguagem de programa\u00e7\u00e3o, conce\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e\/ou epistemol\u00f3gicas e, principalmente, sobre novos g\u00e9neros ou tipo de obras dispon\u00edveis na literatura eletr\u00f3nica? \u25cf promover experi\u00eancias de leitura que coloquem os alunos numa situa\u00e7\u00e3o mais imersiva e interativa, por forma a desenvolverem as suas compet\u00eancias imaginativas e cr\u00edticas, em ambientes audiovisuais e digitais que lhes s\u00e3o t\u00e3o familiares? \u25cf desenhar e experimentar estrat\u00e9gias para lidar com a frui\u00e7\u00e3o da arte liter\u00e1ria, em especial no contexto da produ\u00e7\u00e3o dos novos objetos liter\u00e1rios, concebidos para o ambiente digital? \u00a0 N\u00e3o havendo d\u00favida dos desafios, estas s\u00e3o algumas perguntas \u00e0s quais podemos, mas n\u00e3o devemos fugir. A t\u00edtulo de exemplo, no s\u00edtio de apoio Aprender com a biblioteca escolar: atividades e recursos\u00a0foi disponibilizada uma proposta de atividade que proporciona a experimenta\u00e7\u00e3o deste tipo de literatura: Hiperdesafio! \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159,157,88],"tags":[],"class_list":["post-2390611","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","category-leitura","category-literacias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2390611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3088117,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390611\/revisions\/3088117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2390611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2390611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2390611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}