{"id":2384561,"date":"2020-11-17T09:00:00","date_gmt":"2020-11-17T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2384561.html"},"modified":"2026-05-13T15:38:59","modified_gmt":"2026-05-13T15:38:59","slug":"como-evitar-que-as-criancas-tenham-experiencias-traumaticas-com-a-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2384561","title":{"rendered":"Como evitar que as crian\u00e7as tenham experi\u00eancias traum\u00e1ticas com a leitura?"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"Captura de ecra\u0303 2020-11-11, a\u0300s 12.09.13.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21949207_YlD8w.png\" alt=\"Captura de ecra\u0303 2020-11-11, a\u0300s 12.09.13.jpg\" width=\"605\" height=\"398\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte da imagem: iStock<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abEu n\u00e3o sou leitora\/a\u00bb. Esta \u00e9 uma frase comum que Julia Torres, professora bibliotec\u00e1ria em Denver, tem ouvido ao longo da sua carreira de 16 anos. J\u00e1 viu alunos a destruir livros, a deit\u00e1-los fora ou a requisit\u00e1-los e devolv\u00ea-los logo de seguida, apenas porque n\u00e3o confiam na sua capacidade para ler.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Enquanto bibliotec\u00e1ria, Julia sente que as bibliotecas devem ser espa\u00e7os de emancipa\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os onde os alunos possam desenvolver o gosto pela leitura em qualquer altura. A leitura \u00e9 uma compet\u00eancia pela qual todos se podem apaixonar, mas experi\u00eancias negativas durante a inf\u00e2ncia podem resultar em traumas que se manifesta na forma de aborrecimento, apatia ou mesmo raiva. Quando um aluno tem uma m\u00e1 experi\u00eancia, como ser envergonhado pelo que escolheu ler, pode come\u00e7ar a associar a leitura a sensa\u00e7\u00f5es dolorosas de inseguran\u00e7a, humilha\u00e7\u00e3o ou stress t\u00f3xico. Estas experi\u00eancias negativas podem come\u00e7ar no jardim de inf\u00e2ncia e ter impacto na autoimagem da crian\u00e7a ao longo do seu percurso educativo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Numa palestra dinamizada na Associa\u00e7\u00e3o Americana de Bibliotecas &#8211; <em>Healing Reading Trauma : Rebuilding Love of Reading Through Libraries for Liberation<\/em> &#8211; , Julia Torres e Julie Stivers, professora bibliotec\u00e1ria na Mt. Vernon Middle School, na Carolina do Norte, exploraram o modo como o trauma da leitura se inflige nos alunos e o que os bibliotec\u00e1rios podem fazer para interromper ou impedir que esse trauma aconte\u00e7a.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O que causa o trauma da leitura?<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com as duas (professoras) bibliotec\u00e1rias, algumas pr\u00e1ticas que causam trauma da leitura s\u00e3o:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u25cf <strong>Submeter os alunos a exames\/testes<\/strong>, que os encorajam a regurgitar as respostas que pensam que os professores querem ouvir\/ler.<br \/>\u25cf <strong>Dar prioridade aos \u00abcl\u00e1ssicos\u00bb<\/strong>, que foram, na maior parte das vezes, escritos por homens mortos, brancos e heterossexuais. Muitos dos nossos alunos n\u00e3o leem esses livros, porque n\u00e3o sentem que os mesmos se relacionem com as vidas que eles vivem, disse a Julia Torres, referindo que os livros mais lidos pelos alunos recentemente s\u00e3o <em>Long Way Down, The Hate U Give e The Poet X<\/em>, assim como poesia, manga e novelas gr\u00e1ficas.<br \/>\u25cf <strong>Fazer os alunos sentirem vergonha pelas leituras escolhidas<\/strong> ou fazer julgamentos sobre o que pretendem ler. Se dissermos aos alunos que aquilo que pretendem ler n\u00e3o interessa (banda desenhada, manda e <em>fan fiction<\/em>, por exemplo), eles podem deixar de se envolver e perder a sua identidade como leitores.<br \/>\u25cf <strong>Atribuir um n\u00edvel de leitura aos livros<\/strong>, o que normalmente \u00e9 feito por um computador que pode avaliar incorretamente a complexidade do tema e da linguagem. \u00abTemos de ser cuidadosos e ter em conta que a atribui\u00e7\u00e3o de n\u00edveis aos livros \u00e9 feita para uso dos professores e n\u00e3o tanto para os alunos se posicionarem\u00bb, referiu Julia Torres. Quando os alunos sentem que n\u00e3o est\u00e3o a ir ao encontro das expetativas dos professores ou sentem que n\u00e3o est\u00e3o no n\u00edvel em que deveriam estar, isso pode ser motivo de trauma.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O que \u00e9 que os bibliotec\u00e1rios podem fazer para interromper o trauma da leitura?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Evitar o trauma da leitura est\u00e1 relacionado com a responsabiliza\u00e7\u00e3o que incutimos no aluno. \u00abN\u00e3o queremos que os alunos dependam sempre de n\u00f3s para desenvolverem a leitura ao longo da vida\u00bb, disse Julia Torres. Para interromper pr\u00e1ticas traum\u00e1ticas, os bibliotec\u00e1rios podem:<br \/>\u25cf <strong>Construir uma biblioteca inclusiva<\/strong>. Assegure-se de que a cole\u00e7\u00e3o da sua biblioteca \u00e9 o mais inclusiva e diversificada poss\u00edvel. Organizar a cole\u00e7\u00e3o por g\u00e9neros pode facilitar a procura dos alunos e ajuda o professor bibliotec\u00e1rio a identificar falhas na cole\u00e7\u00e3o. Julie Sivers pediu a um aluno para encontrar um livro cuja capa fosse parecida com ele. O aluno encontrou o livro em dois minutos. Os seus alunos seriam capazes de encontrar livros, numa exposi\u00e7\u00e3o, que fossem parecidos com eles? Descubra livros que proporcionem representa\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas e positivas dos seus alunos.<br \/>\u25cf <strong>Reavalie o seu papel e as suas prioridades<\/strong>. \u00abN\u00e3o somos guardi\u00e3es dos livros\u00bb, disse Julie Stivers. \u00abEsse n\u00e3o \u00e9 o nosso papel. Prefiro perder um livro a perder um leitor.\u00bb Consegue responsabilizar os seus alunos de modo a que assumam o controlo da sua biblioteca e tenham uma palavra a dizer na hora de atualizar a cole\u00e7\u00e3o? Lembre-se de que n\u00e3o \u00e9 o salvador de ningu\u00e9m, advertiu Julie Stivers. \u00abN\u00e3o estou a resgatar as minhas crian\u00e7as dirigindo-as para a leitura dos livros de Jason Reynolds ou Angie Thomas. N\u00e3o estou a fazer coisas para elas; estou a fazer coisas com elas.\u00bb<br \/>\u25cf <strong>Verifique os regulamentos<\/strong>. Abula multas, prazos de entrega r\u00edgidos, port\u00f5es de seguran\u00e7a e regras punitivas.<br \/>\u25cf <strong>Organize uma programa\u00e7\u00e3o inclusiva<\/strong>. Por exemplo, na biblioteca de Julie Stivers, ela e os alunos criaram um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da cole\u00e7\u00e3o chamado <a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/libfive?lang=en\">#LibFive<\/a>, o qual inclui princ\u00edpios como \u00abNovelas gr\u00e1ficas e manga n\u00e3o s\u00e3o extras\u00bb e \u00abMostra como gostas das nossas hist\u00f3rias.\u00bb Em vez de organizar feiras do livro tradicionais, a sua biblioteca organiza uma feira na qual os alunos s\u00e3o convidados a escolher os livros de acordo com os seus interesses e sem custos. Leia o que os seus alunos est\u00e3o a ler. Dizer que as novelas gr\u00e1ficas tamb\u00e9m s\u00e3o leitura verdadeira n\u00e3o vale de nada se o professor bibliotec\u00e1rio n\u00e3o ler tamb\u00e9m novelas gr\u00e1ficas. <br \/>\u25cf <strong>Redefina aquilo que entende por leitura<\/strong>. Julia Torres acredita convictamente nas compet\u00eancias pedag\u00f3gicas, n\u00e3o em textos. Ela encoraja os alunos, mesmo os da escola secund\u00e1ria, a ouvirem audiolivros ou a ler livros ilustrados. Encontre uma forma de ensinar compet\u00eancias como a compreens\u00e3o e o pensamento cr\u00edtico atrav\u00e9s dos textos que suscitam entusiasmo e interesse aos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Dicas adicionais para criar espa\u00e7os virtuais<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u25cf Proporcione momentos de aproxima\u00e7\u00e3o aos autores atrav\u00e9s das redes sociais. Encoraje os alunos a interagirem com os autores e a inspirarem-se para ler e escrever. Aplica\u00e7\u00f5es como a GoodReads, o Twitter ou o Instagram podem ser espa\u00e7os virtuais \u00f3timos para conversar sobre as obras com os autores e outros leitores.<br \/>\u25cf Siga os autores nas redes sociais e encoraje os alunos a fazerem o mesmo.<br \/>\u25cf Organize c\u00edrculos de leitura online.<br \/>\u25cf Recolha dados sobre a circula\u00e7\u00e3o de livros e aplique question\u00e1rios aos alunos, perguntando-lhes o que est\u00e3o a ler e qual a qual o posicionamento face \u00e0 leitura durante estes tempos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O artigo <a href=\"https:\/\/www.kqed.org\/mindshift\/56900\/when-kids-say-im-not-a-reader-how-librarians-can-disrupt-traumatic-reading-practices\">When Kids Say \u2018I\u2019m not a reader\u2019: How Librarians Can Disrupt Traumatic Reading Practices<\/a>\u00a0foi originalmente publicado na rubrica <a href=\"https:\/\/www.kqed.org\/mindshift\">MindShift<\/a> da KQED News. Texto traduzido livremente a partir do ingl\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte da imagem: iStock \u00abEu n\u00e3o sou leitora\/a\u00bb. Esta \u00e9 uma frase comum que Julia Torres, professora bibliotec\u00e1ria em Denver, tem ouvido ao longo da sua carreira de 16 anos. J\u00e1 viu alunos a destruir livros, a deit\u00e1-los fora ou a requisit\u00e1-los e devolv\u00ea-los logo de seguida, apenas porque n\u00e3o confiam na sua capacidade para ler. Enquanto bibliotec\u00e1ria, Julia sente que as bibliotecas devem ser espa\u00e7os de emancipa\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os onde os alunos possam desenvolver o gosto pela leitura em qualquer altura. A leitura \u00e9 uma compet\u00eancia pela qual todos se podem apaixonar, mas experi\u00eancias negativas durante a inf\u00e2ncia podem resultar em traumas que se manifesta na forma de aborrecimento, apatia ou mesmo raiva. Quando um aluno tem uma m\u00e1 experi\u00eancia, como ser envergonhado pelo que escolheu ler, pode come\u00e7ar a associar a leitura a sensa\u00e7\u00f5es dolorosas de inseguran\u00e7a, humilha\u00e7\u00e3o ou stress t\u00f3xico. Estas experi\u00eancias negativas podem come\u00e7ar no jardim de inf\u00e2ncia e ter impacto na autoimagem da crian\u00e7a ao longo do seu percurso educativo. Numa palestra dinamizada na Associa\u00e7\u00e3o Americana de Bibliotecas &#8211; Healing Reading Trauma : Rebuilding Love of Reading Through Libraries for Liberation &#8211; , Julia Torres e Julie Stivers, professora bibliotec\u00e1ria na Mt. Vernon Middle School, na Carolina do Norte, exploraram o modo como o trauma da leitura se inflige nos alunos e o que os bibliotec\u00e1rios podem fazer para interromper ou impedir que esse trauma aconte\u00e7a. O que causa o trauma da leitura? De acordo com as duas (professoras) bibliotec\u00e1rias, algumas pr\u00e1ticas que causam trauma da leitura s\u00e3o: \u25cf Submeter os alunos a exames\/testes, que os encorajam a regurgitar as respostas que pensam que os professores querem ouvir\/ler.\u25cf Dar prioridade aos \u00abcl\u00e1ssicos\u00bb, que foram, na maior parte das vezes, escritos por homens mortos, brancos e heterossexuais. Muitos dos nossos alunos n\u00e3o leem esses livros, porque n\u00e3o sentem que os mesmos se relacionem com as vidas que eles vivem, disse a Julia Torres, referindo que os livros mais lidos pelos alunos recentemente s\u00e3o Long Way Down, The Hate U Give e The Poet X, assim como poesia, manga e novelas gr\u00e1ficas.\u25cf Fazer os alunos sentirem vergonha pelas leituras escolhidas ou fazer julgamentos sobre o que pretendem ler. Se dissermos aos alunos que aquilo que pretendem ler n\u00e3o interessa (banda desenhada, manda e fan fiction, por exemplo), eles podem deixar de se envolver e perder a sua identidade como leitores.\u25cf Atribuir um n\u00edvel de leitura aos livros, o que normalmente \u00e9 feito por um computador que pode avaliar incorretamente a complexidade do tema e da linguagem. \u00abTemos de ser cuidadosos e ter em conta que a atribui\u00e7\u00e3o de n\u00edveis aos livros \u00e9 feita para uso dos professores e n\u00e3o tanto para os alunos se posicionarem\u00bb, referiu Julia Torres. Quando os alunos sentem que n\u00e3o est\u00e3o a ir ao encontro das expetativas dos professores ou sentem que n\u00e3o est\u00e3o no n\u00edvel em que deveriam estar, isso pode ser motivo de trauma. O que \u00e9 que os bibliotec\u00e1rios podem fazer para interromper o trauma da leitura? Evitar o trauma da leitura est\u00e1 relacionado com a responsabiliza\u00e7\u00e3o que incutimos no aluno. \u00abN\u00e3o queremos que os alunos dependam sempre de n\u00f3s para desenvolverem a leitura ao longo da vida\u00bb, disse Julia Torres. Para interromper pr\u00e1ticas traum\u00e1ticas, os bibliotec\u00e1rios podem:\u25cf Construir uma biblioteca inclusiva. Assegure-se de que a cole\u00e7\u00e3o da sua biblioteca \u00e9 o mais inclusiva e diversificada poss\u00edvel. Organizar a cole\u00e7\u00e3o por g\u00e9neros pode facilitar a procura dos alunos e ajuda o professor bibliotec\u00e1rio a identificar falhas na cole\u00e7\u00e3o. Julie Sivers pediu a um aluno para encontrar um livro cuja capa fosse parecida com ele. O aluno encontrou o livro em dois minutos. Os seus alunos seriam capazes de encontrar livros, numa exposi\u00e7\u00e3o, que fossem parecidos com eles? Descubra livros que proporcionem representa\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas e positivas dos seus alunos.\u25cf Reavalie o seu papel e as suas prioridades. \u00abN\u00e3o somos guardi\u00e3es dos livros\u00bb, disse Julie Stivers. \u00abEsse n\u00e3o \u00e9 o nosso papel. Prefiro perder um livro a perder um leitor.\u00bb Consegue responsabilizar os seus alunos de modo a que assumam o controlo da sua biblioteca e tenham uma palavra a dizer na hora de atualizar a cole\u00e7\u00e3o? Lembre-se de que n\u00e3o \u00e9 o salvador de ningu\u00e9m, advertiu Julie Stivers. \u00abN\u00e3o estou a resgatar as minhas crian\u00e7as dirigindo-as para a leitura dos livros de Jason Reynolds ou Angie Thomas. N\u00e3o estou a fazer coisas para elas; estou a fazer coisas com elas.\u00bb\u25cf Verifique os regulamentos. Abula multas, prazos de entrega r\u00edgidos, port\u00f5es de seguran\u00e7a e regras punitivas.\u25cf Organize uma programa\u00e7\u00e3o inclusiva. Por exemplo, na biblioteca de Julie Stivers, ela e os alunos criaram um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da cole\u00e7\u00e3o chamado #LibFive, o qual inclui princ\u00edpios como \u00abNovelas gr\u00e1ficas e manga n\u00e3o s\u00e3o extras\u00bb e \u00abMostra como gostas das nossas hist\u00f3rias.\u00bb Em vez de organizar feiras do livro tradicionais, a sua biblioteca organiza uma feira na qual os alunos s\u00e3o convidados a escolher os livros de acordo com os seus interesses e sem custos. Leia o que os seus alunos est\u00e3o a ler. Dizer que as novelas gr\u00e1ficas tamb\u00e9m s\u00e3o leitura verdadeira n\u00e3o vale de nada se o professor bibliotec\u00e1rio n\u00e3o ler tamb\u00e9m novelas gr\u00e1ficas. \u25cf Redefina aquilo que entende por leitura. Julia Torres acredita convictamente nas compet\u00eancias pedag\u00f3gicas, n\u00e3o em textos. Ela encoraja os alunos, mesmo os da escola secund\u00e1ria, a ouvirem audiolivros ou a ler livros ilustrados. Encontre uma forma de ensinar compet\u00eancias como a compreens\u00e3o e o pensamento cr\u00edtico atrav\u00e9s dos textos que suscitam entusiasmo e interesse aos alunos. Dicas adicionais para criar espa\u00e7os virtuais \u25cf Proporcione momentos de aproxima\u00e7\u00e3o aos autores atrav\u00e9s das redes sociais. Encoraje os alunos a interagirem com os autores e a inspirarem-se para ler e escrever. Aplica\u00e7\u00f5es como a GoodReads, o Twitter ou o Instagram podem ser espa\u00e7os virtuais \u00f3timos para conversar sobre as obras com os autores e outros leitores.\u25cf Siga os autores nas redes sociais e encoraje os alunos a fazerem o mesmo.\u25cf Organize c\u00edrculos de leitura online.\u25cf Recolha dados sobre a circula\u00e7\u00e3o de livros e aplique question\u00e1rios aos alunos, perguntando-lhes o que est\u00e3o a ler e qual a qual o posicionamento face \u00e0 leitura durante estes tempos. 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