{"id":2337483,"date":"2020-03-15T16:36:00","date_gmt":"2020-03-15T16:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2337483.html"},"modified":"2026-05-13T15:55:06","modified_gmt":"2026-05-13T15:55:06","slug":"a-pandemia-na-literatura-retratos-intemporais-e-preditores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2337483","title":{"rendered":"A pandemia na literatura | retratos intemporais e preditores"},"content":{"rendered":"<p>A literatura tem o dom de antecipar eventos, de criar enredos que nos parecem inveros\u00edmeis e que nos prendem, nos cativam, pelo poder da palavra.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Contudo, a sociedade tem-nos mostrado ao longo do tempo que as piores predi\u00e7\u00f5es se podem transformar nos nossos piores pesadelos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual levou-nos a fazer a compila\u00e7\u00e3o de algumas obras que mostram isso mesmo.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Estas sugest\u00f5es poder\u00e3o ser pistas de leitura interessantes para todos os que gostam de ler.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 227px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"peste.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726351_2QeZ3.jpeg\" alt=\"peste.jpeg\" width=\"300\" height=\"342\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/www.livrosdobrasil.pt\/produtos\/ficha\/a-peste\/15327871\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Albert Camus, A Peste<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">Na manh\u00e3 de um dia 16 de abril dos anos de 1940, o doutor Bernard Rieux sai do seu consult\u00f3rio e trope\u00e7a num rato morto. Este \u00e9 o primeiro sinal de uma epidemia de peste que em breve toma conta de toda a cidade de Or\u00e3o, na Arg\u00e9lia. Sujeita a quarentena, esta torna-se um territ\u00f3rio irrespir\u00e1vel e os seus habitantes s\u00e3o conduzidos at\u00e9 estados de sofrimento, de loucura, mas tamb\u00e9m de compaix\u00e3o de propor\u00e7\u00f5es desmedidas.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria arrebatadora sobre o horror, a sobreviv\u00eancia e a resili\u00eancia do ser humano,\u00a0<em>A Peste<\/em>\u00a0\u00e9 uma par\u00e1bola de resson\u00e2ncia intemporal, um romance magistralmente constru\u00eddo, que, publicado originalmente em 1947, consagrou em definitivo Albert Camus como um dos autores fundamentais da literatura moderna.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hoh4OgP1ciA\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 221px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"zona critica.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726261_cwlcQ.jpeg\" alt=\"zona critica.jpeg\" width=\"485\" height=\"322\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a style=\"font-size: 14pt;\" href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/zona-critica-richard-preston\/16219790\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Richard Preston, Zona Cr\u00edtica<\/a><span style=\"font-size: 14pt;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 heading\"><\/p>\n<p>SINOPSE<\/p>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 description line-clamp line-clamp-initialized\">O Sol j\u00e1 brilha no c\u00e9u, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dil\u00favio seco, uma praga criada em laborat\u00f3rio pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dan\u00e7arina de var\u00e3o, e Toby, que do alto do seu jardim no terra\u00e7o observa e escuta. Est\u00e1 a\u00ed mais algu\u00e9m? Um livro vision\u00e1rio, prof\u00e9tico, de dimens\u00f5es b\u00edblicas, que p\u00f5e a nu o mais rid\u00edculo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destrui\u00e7\u00e3o e para a esperan\u00e7a. Negro, terno, inquietante, violento e hilariante, revela Margaret Atwood no seu melhor.<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 description line-clamp line-clamp-initialized\">\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 description line-clamp line-clamp-initialized\"><a href=\"https:\/\/www.natgeo.pt\/video\/tv\/trailer-hot-zone\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ver trailer.<\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 description line-clamp line-clamp-initialized\">\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"col-sm-12 description line-clamp line-clamp-initialized\" style=\"text-align: center;\">***<\/div>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/ensaio-sobre-a-cegueira-jose-saramago\/15825486\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jos\u00e9 Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do tr\u00e2nsito. A cegueira alastra como \u00abum rastilho de p\u00f3lvora\u00bb. Uma cegueira coletiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradi\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie humana. N\u00e3o se situa em nenhum tempo espec\u00edfico. \u00c9 um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanh\u00e3. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situa\u00e7\u00e3o terminal generalizada. A arte da escrita ao servi\u00e7o da preocupa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XBhRE3F4Dz8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 238px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"robin.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726283_2kuFc.jpeg\" alt=\"robin.jpeg\" width=\"462\" height=\"363\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.bertrandeditora.pt\/produtos\/ficha\/pandemia\/22065053\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Robin Cook, Pandemia<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Bem-vindos ao incr\u00edvel mundo da modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e do mercado de \u00f3rg\u00e3os\u2026<\/p>\n<p>Quando uma jovem an\u00f3nima, aparentemente saud\u00e1vel, perde os sentidos no metro de Nova Iorque e morre ao chegar ao hospital, Jack Stapleton, o m\u00e9dico-legista, encontra semelhan\u00e7as inquietantes entre este caso e a gripe de 1918. Temendo uma repeti\u00e7\u00e3o da fat\u00eddica pandemia ocorrido h\u00e1 um s\u00e9culo, Jack faz a aut\u00f3psia poucas horas depois da morte da mulher e descobre anomalias estranh\u00edssimas: em primeiro lugar, ela tinha sido submetida a um transplante do cora\u00e7\u00e3o, em segundo, o seu ADN corresponde ao do cora\u00e7\u00e3o transplantado.<\/p>\n<p>Contudo, os factos n\u00e3o apontam para o v\u00edrus da gripe, e Jack v\u00ea-se envolvido numa corrida contra o tempo para determinar que tipo de v\u00edrus poderia provocar aquela morte, uma tarefa que se torna mais urgente quando outras duas v\u00edtimas sucumbem de forma id\u00eantica. Mas nada faz sentido at\u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o o conduzir ao mundo fascinante do CRISPR\/CAS9, uma biotecnologia de edi\u00e7\u00e3o de genes que conquistou a comunidade m\u00e9dica\u2026 e a aten\u00e7\u00e3o dos seus membros menos escrupulosos. Arrastado para o submundo do mercado de transplante de \u00f3rg\u00e3os, Jack depara-se com um homem de neg\u00f3cios megal\u00f3mano disposto a arriscar vidas humanas para poder conquistar uma nova e lucrativa fronteira da medicina. E, se Jack n\u00e3o tiver cuidado, a pr\u00f3xima vida sacrificada pode muito bem vir a ser a sua.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 245px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"sobrevive.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726307_Q0aYj.jpeg\" alt=\"sobrevive.jpeg\" width=\"469\" height=\"367\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/sobrevive-alexandra-oliva\/19278262\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandra Oliva, Sobrevive<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No come\u00e7o, eram doze.<\/p>\n<p>Quando Zoo aceitou participar num programa de televis\u00e3o, ela julgava que se tratava de um reality show. Sabia que ia ser testada at\u00e9 aos seus limites para bater os outros onze concorrentes em provas de sobreviv\u00eancia, mas achou que valeria a pena. Depois das c\u00e2maras e dos desafios voltaria para casa, para formar uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Mas o jogo parece n\u00e3o ter fim.<br \/>Conforme os concorrentes v\u00e3o quebrando, f\u00edsica ou psicologicamente, Zoo come\u00e7a a questionar-se sobre a crescente dificuldade das provas. Pouco depois, d\u00e1 por si sozinha. Todos os outros concorrentes desaparecem. As cidades vazias, os cen\u00e1rios grotescos. Porque \u00e9 que o programa n\u00e3o acaba?<\/p>\n<p>Descobrir a verdade \u00e9 o princ\u00edpio.<br \/>O que estar\u00e1 a acontecer longe do olhar das c\u00e2maras? Zoo precisa de descobrir, e, acima de tudo, precisa de encontrar o caminho para casa de forma a retomar uma vida interrompida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 241px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"Nemesis.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726336_rj0gd.jpeg\" alt=\"Nemesis.jpg\" width=\"340\" height=\"241\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nemesis_(Roth)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Philip Roth, Nemesis<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No &#8220;calor demolidor da Newark equatorial&#8221; grassa uma epidemia aterradora que amea\u00e7a de mutila\u00e7\u00e3o, paralisia, incapacidade irrevers\u00edvel e mesmo de morte as crian\u00e7as da Nova J\u00e9rsia. \u00c9 este o tema surpreendente e lancinante do novo livro de Roth: uma epidemia de poliomielite em tempo de guerra, no ver\u00e3o de 1944, e o efeito que tem sobre uma comunidade de Newark, coesa e assente nos valores da fam\u00edlia, e nomeadamente sobre as suas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 215px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"congo.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726314_UCCQK.jpeg\" alt=\"congo.jpg\" width=\"300\" height=\"315\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/esconderijodoslivros.pt\/product\/congo-gradiva-michael-crichton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Michael Crichton, Congo<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Autor de v\u00e1rias obras adaptadas ao cinema (Parque Jur\u00e1ssico ou esta), em Congo desenvolve-se um obra verdadeiramente empolgante onde as conquistas cientificas e os interesses de duas grandes pot\u00eancias envolvem um jovem et\u00f3logo, uma cientista determinada, um cons\u00f3rcio euro-japon\u00eas e um gorila que fala. Tudo isto no cora\u00e7\u00e3o do Congo, onde as lutas tribais, o canibalismo, as cat\u00e1strofes naturais e as feras v\u00e3o exigir dos exploradores algo mais do que persist\u00eancia e coragem&#8230;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QuR7npPcdzA\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 222px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"presas.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726330_GtqLu.jpeg\" alt=\"presas.jpeg\" width=\"476\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/www.fnac.pt\/Presas-Michael-Crichton\/a339600\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Michael Crichton, Presas<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">T\u00e3o actual como as not\u00edcias de primeira p\u00e1gina dos nossos dias, o mais arrojado dos romances de Michael Crichton conta-nos a hist\u00f3ria de uma epidemia mec\u00e2nica e dos esfor\u00e7os desesperados de um grupo de cientistas para a travar. Inspirado nos mais recentes factos cient\u00edficos, &#8220;Presas&#8221; leva-nos aos novos universos da nanotecnologia e da intelig\u00eancia artificial &#8211; numa hist\u00f3ria de intenso suspense, &#8220;Presas&#8221; \u00e9 um romance que n\u00e3o se pode largar, \u00e9 que&#8230; o tempo est\u00e1 a esgotar-se&#8230;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 257px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"estacao.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726331_zYdiz.jpeg\" alt=\"estacao.jpg\" width=\"400\" height=\"388\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/www.presenca.pt\/livro\/estacao-onze\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Emily St. John Mandel, Esta\u00e7\u00e3o Onze<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Um romance ousado em torno de um acontecimento que abalou o mundo,\u00a0<em>Esta\u00e7\u00e3o Onze<\/em>\u00a0conta-nos a cativante hist\u00f3ria de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana.<\/p>\n<p>Kirsten Raymonde nunca conseguiu esquecer a noite em que Arthur Leander, um ator famoso, morre no palco quando representava\u00a0<em>O Rei Lear<\/em>. Foi nessa fat\u00eddica noite que teve in\u00edcio uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade. 20 anos depois, Kirsten \u00e9 uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes a representar pe\u00e7as de Shakespeare e a tocar m\u00fasica. No entanto, tudo ir\u00e1 mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water.<\/p>\n<p>Abrangendo v\u00e1rias d\u00e9cadas e retratando de forma fulgurante a vida antes e depois da pandemia de gripe,\u00a0este romance repleto de suspense e emo\u00e7\u00e3o confronta-nos com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.\u00a0<em>Esta\u00e7\u00e3o Onze<\/em>\u00a0fala-nos das rela\u00e7\u00f5es que nos sustentam, da natureza ef\u00e9mera da fama e da beleza do mundo tal como o conhecemos. &#8211; Vencedor do Arthur C. Clarke Award &#8211; Finalista do National Book Award &#8211; Finalista do PEN\/Faulkner Award<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 267px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"oanodo.jpeg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21726333_tmz3I.jpeg\" alt=\"oanodo.jpeg\" width=\"460\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/www.bertrandeditora.pt\/produtos\/ficha\/o-ano-do-diluvio\/11532260\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Margaret Atwood, O Ano do Dil\u00favio<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">SINOPSE<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O Sol j\u00e1 brilha no c\u00e9u, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dil\u00favio seco, uma praga criada em laborat\u00f3rio pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dan\u00e7arina de var\u00e3o, e Toby, que do alto do seu jardim no terra\u00e7o observa e escuta. Est\u00e1 a\u00ed mais algu\u00e9m? Um livro vision\u00e1rio, prof\u00e9tico, de dimens\u00f5es b\u00edblicas, que p\u00f5e a nu o mais rid\u00edculo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destrui\u00e7\u00e3o e para a esperan\u00e7a. Negro, terno, inquietante, violento e hilariante, revela Margaret Atwood no seu melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A literatura tem o dom de antecipar eventos, de criar enredos que nos parecem inveros\u00edmeis e que nos prendem, nos cativam, pelo poder da palavra. Contudo, a sociedade tem-nos mostrado ao longo do tempo que as piores predi\u00e7\u00f5es se podem transformar nos nossos piores pesadelos. A situa\u00e7\u00e3o atual levou-nos a fazer a compila\u00e7\u00e3o de algumas obras que mostram isso mesmo.\u00a0 Estas sugest\u00f5es poder\u00e3o ser pistas de leitura interessantes para todos os que gostam de ler. \u00a0 Albert Camus, A Peste SINOPSE Na manh\u00e3 de um dia 16 de abril dos anos de 1940, o doutor Bernard Rieux sai do seu consult\u00f3rio e trope\u00e7a num rato morto. Este \u00e9 o primeiro sinal de uma epidemia de peste que em breve toma conta de toda a cidade de Or\u00e3o, na Arg\u00e9lia. Sujeita a quarentena, esta torna-se um territ\u00f3rio irrespir\u00e1vel e os seus habitantes s\u00e3o conduzidos at\u00e9 estados de sofrimento, de loucura, mas tamb\u00e9m de compaix\u00e3o de propor\u00e7\u00f5es desmedidas. Uma hist\u00f3ria arrebatadora sobre o horror, a sobreviv\u00eancia e a resili\u00eancia do ser humano,\u00a0A Peste\u00a0\u00e9 uma par\u00e1bola de resson\u00e2ncia intemporal, um romance magistralmente constru\u00eddo, que, publicado originalmente em 1947, consagrou em definitivo Albert Camus como um dos autores fundamentais da literatura moderna. \u00a0 \u00a0 *** \u00a0 Richard Preston, Zona Cr\u00edtica\u00a0 SINOPSE O Sol j\u00e1 brilha no c\u00e9u, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dil\u00favio seco, uma praga criada em laborat\u00f3rio pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dan\u00e7arina de var\u00e3o, e Toby, que do alto do seu jardim no terra\u00e7o observa e escuta. Est\u00e1 a\u00ed mais algu\u00e9m? Um livro vision\u00e1rio, prof\u00e9tico, de dimens\u00f5es b\u00edblicas, que p\u00f5e a nu o mais rid\u00edculo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destrui\u00e7\u00e3o e para a esperan\u00e7a. Negro, terno, inquietante, violento e hilariante, revela Margaret Atwood no seu melhor. \u00a0 Ver trailer. \u00a0 *** Jos\u00e9 Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira\u00a0 SINOPSE Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do tr\u00e2nsito. A cegueira alastra como \u00abum rastilho de p\u00f3lvora\u00bb. Uma cegueira coletiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradi\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie humana. N\u00e3o se situa em nenhum tempo espec\u00edfico. \u00c9 um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanh\u00e3. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situa\u00e7\u00e3o terminal generalizada. A arte da escrita ao servi\u00e7o da preocupa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.\u00a0 \u00a0 *** \u00a0 Robin Cook, Pandemia\u00a0 SINOPSE Bem-vindos ao incr\u00edvel mundo da modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e do mercado de \u00f3rg\u00e3os\u2026 Quando uma jovem an\u00f3nima, aparentemente saud\u00e1vel, perde os sentidos no metro de Nova Iorque e morre ao chegar ao hospital, Jack Stapleton, o m\u00e9dico-legista, encontra semelhan\u00e7as inquietantes entre este caso e a gripe de 1918. Temendo uma repeti\u00e7\u00e3o da fat\u00eddica pandemia ocorrido h\u00e1 um s\u00e9culo, Jack faz a aut\u00f3psia poucas horas depois da morte da mulher e descobre anomalias estranh\u00edssimas: em primeiro lugar, ela tinha sido submetida a um transplante do cora\u00e7\u00e3o, em segundo, o seu ADN corresponde ao do cora\u00e7\u00e3o transplantado. Contudo, os factos n\u00e3o apontam para o v\u00edrus da gripe, e Jack v\u00ea-se envolvido numa corrida contra o tempo para determinar que tipo de v\u00edrus poderia provocar aquela morte, uma tarefa que se torna mais urgente quando outras duas v\u00edtimas sucumbem de forma id\u00eantica. Mas nada faz sentido at\u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o o conduzir ao mundo fascinante do CRISPR\/CAS9, uma biotecnologia de edi\u00e7\u00e3o de genes que conquistou a comunidade m\u00e9dica\u2026 e a aten\u00e7\u00e3o dos seus membros menos escrupulosos. Arrastado para o submundo do mercado de transplante de \u00f3rg\u00e3os, Jack depara-se com um homem de neg\u00f3cios megal\u00f3mano disposto a arriscar vidas humanas para poder conquistar uma nova e lucrativa fronteira da medicina. E, se Jack n\u00e3o tiver cuidado, a pr\u00f3xima vida sacrificada pode muito bem vir a ser a sua. \u00a0 *** Alexandra Oliva, Sobrevive\u00a0 SINOPSE No come\u00e7o, eram doze. Quando Zoo aceitou participar num programa de televis\u00e3o, ela julgava que se tratava de um reality show. Sabia que ia ser testada at\u00e9 aos seus limites para bater os outros onze concorrentes em provas de sobreviv\u00eancia, mas achou que valeria a pena. Depois das c\u00e2maras e dos desafios voltaria para casa, para formar uma fam\u00edlia. Mas o jogo parece n\u00e3o ter fim.Conforme os concorrentes v\u00e3o quebrando, f\u00edsica ou psicologicamente, Zoo come\u00e7a a questionar-se sobre a crescente dificuldade das provas. Pouco depois, d\u00e1 por si sozinha. Todos os outros concorrentes desaparecem. As cidades vazias, os cen\u00e1rios grotescos. Porque \u00e9 que o programa n\u00e3o acaba? Descobrir a verdade \u00e9 o princ\u00edpio.O que estar\u00e1 a acontecer longe do olhar das c\u00e2maras? Zoo precisa de descobrir, e, acima de tudo, precisa de encontrar o caminho para casa de forma a retomar uma vida interrompida. *** Philip Roth, Nemesis\u00a0 SINOPSE No &#8220;calor demolidor da Newark equatorial&#8221; grassa uma epidemia aterradora que amea\u00e7a de mutila\u00e7\u00e3o, paralisia, incapacidade irrevers\u00edvel e mesmo de morte as crian\u00e7as da Nova J\u00e9rsia. \u00c9 este o tema surpreendente e lancinante do novo livro de Roth: uma epidemia de poliomielite em tempo de guerra, no ver\u00e3o de 1944, e o efeito que tem sobre uma comunidade de Newark, coesa e assente nos valores da fam\u00edlia, e nomeadamente sobre as suas crian\u00e7as. *** Michael Crichton, Congo\u00a0 SINOPSE Autor de v\u00e1rias obras adaptadas ao cinema (Parque Jur\u00e1ssico ou esta), em Congo desenvolve-se um obra verdadeiramente empolgante onde as conquistas cientificas e os interesses de duas grandes pot\u00eancias envolvem um jovem et\u00f3logo, uma cientista determinada, um cons\u00f3rcio euro-japon\u00eas e um gorila que fala. Tudo isto no cora\u00e7\u00e3o do Congo, onde as lutas tribais, o canibalismo, as cat\u00e1strofes naturais e as feras v\u00e3o exigir dos exploradores algo mais do que persist\u00eancia e coragem&#8230; \u00a0 *** Michael Crichton, Presas\u00a0 SINOPSE T\u00e3o actual como as not\u00edcias de primeira p\u00e1gina dos nossos dias, o mais arrojado dos romances de Michael Crichton conta-nos a hist\u00f3ria de uma epidemia mec\u00e2nica e dos esfor\u00e7os desesperados de um grupo de cientistas para a travar. Inspirado nos mais recentes factos cient\u00edficos, &#8220;Presas&#8221; leva-nos aos novos universos da nanotecnologia e da intelig\u00eancia artificial &#8211; numa hist\u00f3ria de intenso suspense, &#8220;Presas&#8221; \u00e9 um romance que n\u00e3o se pode largar, \u00e9 que&#8230; o tempo est\u00e1 a esgotar-se&#8230; \u00a0 *** Emily St. John Mandel, Esta\u00e7\u00e3o Onze SINOPSE Um romance ousado em torno de um acontecimento que abalou o mundo,\u00a0Esta\u00e7\u00e3o Onze\u00a0conta-nos a cativante hist\u00f3ria de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana. Kirsten Raymonde nunca conseguiu esquecer a noite em que Arthur Leander, um ator famoso, morre no palco quando representava\u00a0O Rei Lear. Foi nessa fat\u00eddica noite que teve in\u00edcio uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade. 20 anos depois, Kirsten \u00e9 uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes a representar pe\u00e7as de Shakespeare e a tocar m\u00fasica. No entanto, tudo ir\u00e1 mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water. Abrangendo v\u00e1rias d\u00e9cadas e retratando de forma fulgurante a vida antes e depois da pandemia de gripe,\u00a0este romance repleto de suspense e emo\u00e7\u00e3o confronta-nos com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.\u00a0Esta\u00e7\u00e3o Onze\u00a0fala-nos das rela\u00e7\u00f5es que nos sustentam, da natureza ef\u00e9mera da fama e da beleza do mundo tal como o conhecemos. &#8211; Vencedor do Arthur C. Clarke Award &#8211; Finalista do National Book Award &#8211; Finalista do PEN\/Faulkner Award *** Margaret Atwood, O Ano do Dil\u00favio\u00a0 SINOPSE O Sol j\u00e1 brilha no c\u00e9u, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dil\u00favio seco, uma praga criada em laborat\u00f3rio pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dan\u00e7arina de var\u00e3o, e Toby, que do alto do seu jardim no terra\u00e7o observa e escuta. Est\u00e1 a\u00ed mais algu\u00e9m? Um livro vision\u00e1rio, prof\u00e9tico, de dimens\u00f5es b\u00edblicas, que p\u00f5e a nu o mais rid\u00edculo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destrui\u00e7\u00e3o e para a esperan\u00e7a. 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