{"id":2323887,"date":"2020-01-03T11:39:00","date_gmt":"2020-01-03T11:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2323887.html"},"modified":"2026-05-13T16:01:23","modified_gmt":"2026-05-13T16:01:23","slug":"o-livro-eletronico-dez-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2323887","title":{"rendered":"O livro eletr\u00f3nico dez anos depois"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 497px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"ebook.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21658827_4GBJG.jpeg\" alt=\"ebook.jpg\" width=\"625\" height=\"328\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">The 2010s were supposed to bring the ebook revolution. It never quite came.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 10pt;\">Publishing spent the 2010s fighting tooth and nail against ebooks. There were unintended consequences.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">By\u00a0Constance Grady@constancegrady\u00a0\u00a0Dec 23, 2019, 10:00am EST<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/www.vox.com\/culture\/2019\/12\/23\/20991659\/ebook-amazon-kindle-ereader-department-of-justice-publishing-lawsuit-apple-ipad\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ler artigo na fonte.<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"c-entry-hero c-entry-hero--default \"><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"c-social-buttons c-social-buttons--popover main-social\">\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<p><strong>No in\u00edcio de 2010, o mundo parecia estar preparado para uma revolu\u00e7\u00e3o do livro eletr\u00f3nico.\u00a0Dez anos depois, as vendas estabilizaram, correspondendo 20% a livros eletr\u00f3nicos e 80% a livros impressos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O\u00a0\u00a0Amazon Kindle, lan\u00e7ado em 2007, incorporou efetivamente os e-books.\u00a0Em\u00a02010, ficou claro que os e-books n\u00e3o eram apenas uma moda passageira, mas que tinham vindo para ficar.\u00a0Pareciam preparados para ser uma tecnologia disruptiva para a ind\u00fastria editorial.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.huffpost.com\/entry\/book-publishing-predictio_b_801992\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Os analistas previam com confian\u00e7a<\/a>\u00a0que os <em>millennials<\/em> iriam acolher os livros eletr\u00f3nicos de bra\u00e7os abertos, abandonando os livros impressos e que as vendas continuariam a aumentar, para ocupar cada vez mais espa\u00e7o no mercado e que o pre\u00e7o dos livros eletr\u00f3nicos continuaria a cair e o mundo editorial mudaria para sempre.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Porque \u00e9 que os nativos digitais, a gera\u00e7\u00e3o Z e a gera\u00e7\u00e3o do mil\u00e9nio t\u00eam t\u00e3o pouco interesse nos livros eletr\u00f3nicos?\u00a0\u201cEles est\u00e3o sempre ligados, vivem nas redes sociais, mas, quando se trata de ler um livro, fazem-no em papel.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quem s\u00e3o as pessoas que realmente compram livros eletr\u00f3nicos? S\u00e3o principalmente os <em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Baby_boomer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">boomers<\/a><\/em>.\u00a0\u201cOs leitores mais velhos s\u00e3o os que mais gostam de ler digitalmente\u201d, diz Albanese.\u00a0\u201cEles n\u00e3o precisam de ir \u00e0 livraria. Podem aumentar o tamanho da fonte.\u00a0Para eles, o novo formato \u00e9\u00a0conveniente.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os livros eletr\u00f3nicos n\u00e3o s\u00f3 se vendem menos do que todos previam no in\u00edcio da d\u00e9cada, como tamb\u00e9m custam mais\u00a0 do que se pensava e, por vezes, at\u00e9 mais do que o seu equivalente impresso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ent\u00e3o o que aconteceu?\u00a0Porque falhou a inevit\u00e1vel revolu\u00e7\u00e3o dos livros eletr\u00f3nicos?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para encontrar as respostas, teremos que analisar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.justice.gov\/atr\/case\/us-v-apple-inc-et-al\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a a\u00e7\u00e3o judicial<\/a>\u00a0movida pelo Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, em 2012, contra a Apple, que havia entrado recentemente no mercado de e-books com a chegada\u00a0do iPad, e os outros cinco maiores grupos editoriais que, juntos, formam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vox.com\/culture\/2017\/1\/3\/14119080\/milo-yiannopoulos-book-deal-simon-schuster-dangerous-boycott\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os Big Six<\/a>\u00a0\u00a0da ind\u00fastria.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Departamento de Justi\u00e7a acusou a Apple e os editores de terem um acordo para estabelecer os pre\u00e7os dos e-books contra a Amazon e, embora tenha vencido o processo judicial, o modelo de pre\u00e7os que a Apple e os editores tinham estipulado continuou a dominar a ind\u00fastria, criando efeitos indesejados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quando o Kindle entrou no mercado em 2007, a Amazon tinha um argumento de venda simples: qualquer pessoa com um Kindle podia comprar todos os livros eletr\u00f3nicos que desejasse no mercado on-line e, muitos deles, de facto, de entre os mais vendidos na lista do New York Times,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2007\/11\/20\/business\/worldbusiness\/20iht-amazon.4.8408420.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00e3o custariam mais de US $ 9,99<\/a>.\u00a0Mas, em 2009, os editores tiveram outra opini\u00e3o, consideraram que a ideia de vender e-books por US $ 9,99 punha em causa a sua exist\u00eancia.\u00a0E, segundo os editores, ao fixar o pre\u00e7o de um e-book em US $ 9,99, a Amazon poderia levar os leitores a subestimar o valor dos livros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A Amazon estava a ganhar muito pouco com as vendas de livros eletr\u00f3nicos em 2010 e, provavelmente, estaria a perder dinheiro com a maioria deles.\u00a0Para uma empresa t\u00e3o grande quanto a Amazon, \u00e9 perfeitamente razo\u00e1vel perder dinheiro com uma nova iniciativa, se isso os ajudasse a dominar o espa\u00e7o de mercado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas as editoras ficaram aterrorizadas com o que aconteceria quando a Amazon se estabelecesse como o \u00fanico agente no mercado, em termos de e-books.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A Apple havia estabelecido um modelo de revenda que funcionava de forma diferente daquela a que os editores estavam acostumados.\u00a0Era chamado de modelo de ag\u00eancia e funcionava assim: os editores decidiam qual deveria ser o pre\u00e7o de tabela do seu livro e depois colocavam-no \u00e0 venda a esse pre\u00e7o na loja iBooks.\u00a0A Apple cobrava uma comiss\u00e3o de 30% em cada venda.\u00a0Mas a Apple n\u00e3o conseguiu entrar no mercado de e-books enquanto cobrou cinco d\u00f3lares a mais, por unidade, do que o seu maior concorrente.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a Apple chegou a um acordo com as cinco editoras que formavam os <em>Big Six<\/em> (Simon &amp; Schuster, Penguin, HarperCollins, Hachette e Macmillan; Random House, ent\u00e3o a maior editora comercial, absteve-se): todos seguiriam o modelo de ag\u00eancia da Apple.\u00a0Dessa forma, a Amazon tamb\u00e9m se viu for\u00e7ada a vender os seus e-books por US $ 14,99 e, se recusasse, os editores poderiam negar a venda dos seus e-books \u00e0 Amazon e torn\u00e1-los exclusivos da Apple.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong>:\u00a0Ar\u00e9valo, J. (2019).\u00a0<em>El libro electr\u00f3nico diez a\u00f1os despu\u00e9s, una revoluci\u00f3n que nunca lleg\u00f3<\/em>.\u00a0<em>Universo Abierto<\/em>. Retrieved 3 January 2020, from <a href=\"https:\/\/universoabierto.org\/2019\/12\/24\/el-libro-electronico-diez-anos-despues-una-revolucion-que-nunca-llego\/\">https:\/\/universoabierto.org\/2019\/12\/24\/el-libro-electronico-diez-anos-despues-una-revolucion-que-nunca-llego\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The 2010s were supposed to bring the ebook revolution. It never quite came.Publishing spent the 2010s fighting tooth and nail against ebooks. There were unintended consequences. By\u00a0Constance Grady@constancegrady\u00a0\u00a0Dec 23, 2019, 10:00am EST Ler artigo na fonte. \u00a0 \u00a0 No in\u00edcio de 2010, o mundo parecia estar preparado para uma revolu\u00e7\u00e3o do livro eletr\u00f3nico.\u00a0Dez anos depois, as vendas estabilizaram, correspondendo 20% a livros eletr\u00f3nicos e 80% a livros impressos.\u00a0 \u00a0 O\u00a0\u00a0Amazon Kindle, lan\u00e7ado em 2007, incorporou efetivamente os e-books.\u00a0Em\u00a02010, ficou claro que os e-books n\u00e3o eram apenas uma moda passageira, mas que tinham vindo para ficar.\u00a0Pareciam preparados para ser uma tecnologia disruptiva para a ind\u00fastria editorial.\u00a0Os analistas previam com confian\u00e7a\u00a0que os millennials iriam acolher os livros eletr\u00f3nicos de bra\u00e7os abertos, abandonando os livros impressos e que as vendas continuariam a aumentar, para ocupar cada vez mais espa\u00e7o no mercado e que o pre\u00e7o dos livros eletr\u00f3nicos continuaria a cair e o mundo editorial mudaria para sempre. Porque \u00e9 que os nativos digitais, a gera\u00e7\u00e3o Z e a gera\u00e7\u00e3o do mil\u00e9nio t\u00eam t\u00e3o pouco interesse nos livros eletr\u00f3nicos?\u00a0\u201cEles est\u00e3o sempre ligados, vivem nas redes sociais, mas, quando se trata de ler um livro, fazem-no em papel.&#8221; Quem s\u00e3o as pessoas que realmente compram livros eletr\u00f3nicos? S\u00e3o principalmente os boomers.\u00a0\u201cOs leitores mais velhos s\u00e3o os que mais gostam de ler digitalmente\u201d, diz Albanese.\u00a0\u201cEles n\u00e3o precisam de ir \u00e0 livraria. Podem aumentar o tamanho da fonte.\u00a0Para eles, o novo formato \u00e9\u00a0conveniente.\u201d Os livros eletr\u00f3nicos n\u00e3o s\u00f3 se vendem menos do que todos previam no in\u00edcio da d\u00e9cada, como tamb\u00e9m custam mais\u00a0 do que se pensava e, por vezes, at\u00e9 mais do que o seu equivalente impresso. Ent\u00e3o o que aconteceu?\u00a0Porque falhou a inevit\u00e1vel revolu\u00e7\u00e3o dos livros eletr\u00f3nicos? Para encontrar as respostas, teremos que analisar\u00a0a a\u00e7\u00e3o judicial\u00a0movida pelo Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, em 2012, contra a Apple, que havia entrado recentemente no mercado de e-books com a chegada\u00a0do iPad, e os outros cinco maiores grupos editoriais que, juntos, formam\u00a0os Big Six\u00a0\u00a0da ind\u00fastria. O Departamento de Justi\u00e7a acusou a Apple e os editores de terem um acordo para estabelecer os pre\u00e7os dos e-books contra a Amazon e, embora tenha vencido o processo judicial, o modelo de pre\u00e7os que a Apple e os editores tinham estipulado continuou a dominar a ind\u00fastria, criando efeitos indesejados. Quando o Kindle entrou no mercado em 2007, a Amazon tinha um argumento de venda simples: qualquer pessoa com um Kindle podia comprar todos os livros eletr\u00f3nicos que desejasse no mercado on-line e, muitos deles, de facto, de entre os mais vendidos na lista do New York Times,\u00a0n\u00e3o custariam mais de US $ 9,99.\u00a0Mas, em 2009, os editores tiveram outra opini\u00e3o, consideraram que a ideia de vender e-books por US $ 9,99 punha em causa a sua exist\u00eancia.\u00a0E, segundo os editores, ao fixar o pre\u00e7o de um e-book em US $ 9,99, a Amazon poderia levar os leitores a subestimar o valor dos livros. A Amazon estava a ganhar muito pouco com as vendas de livros eletr\u00f3nicos em 2010 e, provavelmente, estaria a perder dinheiro com a maioria deles.\u00a0Para uma empresa t\u00e3o grande quanto a Amazon, \u00e9 perfeitamente razo\u00e1vel perder dinheiro com uma nova iniciativa, se isso os ajudasse a dominar o espa\u00e7o de mercado. Mas as editoras ficaram aterrorizadas com o que aconteceria quando a Amazon se estabelecesse como o \u00fanico agente no mercado, em termos de e-books. A Apple havia estabelecido um modelo de revenda que funcionava de forma diferente daquela a que os editores estavam acostumados.\u00a0Era chamado de modelo de ag\u00eancia e funcionava assim: os editores decidiam qual deveria ser o pre\u00e7o de tabela do seu livro e depois colocavam-no \u00e0 venda a esse pre\u00e7o na loja iBooks.\u00a0A Apple cobrava uma comiss\u00e3o de 30% em cada venda.\u00a0Mas a Apple n\u00e3o conseguiu entrar no mercado de e-books enquanto cobrou cinco d\u00f3lares a mais, por unidade, do que o seu maior concorrente.\u00a0 Ent\u00e3o, a Apple chegou a um acordo com as cinco editoras que formavam os Big Six (Simon &amp; Schuster, Penguin, HarperCollins, Hachette e Macmillan; Random House, ent\u00e3o a maior editora comercial, absteve-se): todos seguiriam o modelo de ag\u00eancia da Apple.\u00a0Dessa forma, a Amazon tamb\u00e9m se viu for\u00e7ada a vender os seus e-books por US $ 14,99 e, se recusasse, os editores poderiam negar a venda dos seus e-books \u00e0 Amazon e torn\u00e1-los exclusivos da Apple.\u00a0 \u00a0 Refer\u00eancia:\u00a0Ar\u00e9valo, J. (2019).\u00a0El libro electr\u00f3nico diez a\u00f1os despu\u00e9s, una revoluci\u00f3n que nunca lleg\u00f3.\u00a0Universo Abierto. Retrieved 3 January 2020, from https:\/\/universoabierto.org\/2019\/12\/24\/el-libro-electronico-diez-anos-despues-una-revolucion-que-nunca-llego\/ \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[150],"tags":[],"class_list":["post-2323887","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-digitais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2323887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2323887"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2323887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3088483,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2323887\/revisions\/3088483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2323887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2323887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2323887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}