{"id":2275151,"date":"2019-07-17T10:58:00","date_gmt":"2019-07-17T10:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2275151.html"},"modified":"2026-05-14T09:13:02","modified_gmt":"2026-05-14T09:13:02","slug":"a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros-e-book","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2275151","title":{"rendered":"A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s | e-book"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/?sfns=mo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 317px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"A-Cidade-e-as-Serras_Capa.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/21511741_lcg0n.jpeg\" alt=\"A-Cidade-e-as-Serras_Capa.jpg\" width=\"452\" height=\"497\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><\/p>\n<p>Na Cidade perdeu ele a for\u00e7a e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos tr\u00e9mulos como arames, com cangalhas, com chin\u00f3s, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem febra, sem vi\u00e7o, torto, corcunda \u2014 esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Ad\u00e3o! Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada manh\u00e3 ela lhe imp\u00f5e uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma depend\u00eancia: pobre e subalterno, a sua vida \u00e9 um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradi\u00e7\u00f5es, preceitos, etiquetas, cerim\u00f3nias, praxes, ritos, servi\u00e7os mais disciplinares que os dum c\u00e1rcere ou dum quartel\u2026<\/p>\n<p><a name=\"cutid1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"ljcut\" text=\"Ler mais...\">A sua tranquilidade (bem t\u00e3o alto que Deus com ela recompensa os santos) onde est\u00e1, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo p\u00e3o, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Alegria como a haver\u00e1 na Cidade para esses milh\u00f5es de seres que tumultuam na arquejante ocupa\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>desejar<\/em>\u00a0\u2014 e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilus\u00e3o, desesperan\u00e7a ou derrota? Os sentimentos mais genuinamente humanos logo na Cidade se desumanizam! V\u00ea, meu Jacinto! S\u00e3o como luzes que o \u00e1spero vento do viver social n\u00e3o deixa arder com serenidade e limpidez; e aqui abala e faz tremer; e al\u00e9m brutamente apaga; e adiante obriga a flamejar com desnaturada viol\u00eancia. As amizades nunca passam de alian\u00e7as que o interesse, na hora inquieta da defesa ou na hora s\u00f4frega do assalto, ata apressadamente com um cordel apressado, e que estalam ao menor embate da rivalidade ou do orgulho. E o Amor, na Cidade, meu gentil Jacinto? Considera esses vastos armaz\u00e9ns com espelhos, onde a nobre carne de Eva se vende, tarifada ao arr\u00e1tel, como a de vaca! Contempla esse velho Deus do Himeneu, que circula trazendo em vez do ondeante facho da Paix\u00e3o a apertada carteira do Dote! Espreita essa turba que foge dos largos caminhos assoalhados em que os Faunos amam as Ninfas na boa lei natural, e busca tristemente os recantos l\u00f4bregos de Sodoma ou de Lesbos!\u2026 Mas o que a Cidade mais deteriora no homem \u00e9 a Intelig\u00eancia, porque ou lha arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravag\u00e2ncia. Nesta densa e pairante camada de Ideias e F\u00f3rmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que a respira, nela envolto, s\u00f3 pensa todos os pensamentos j\u00e1 pensados, s\u00f3 exprime todas as express\u00f5es j\u00e1 exprimidas \u2014 ou ent\u00e3o, para se destacar na pardacenta e chata rotina e trepar ao fr\u00e1gil andaime da glor\u00edola, inventa num gemente esfor\u00e7o, inchando o cr\u00e2nio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multid\u00e3o como um mostrengo numa feira. Todos, intelectualmente, s\u00e3o carneiros, trilhando o mesmo trilho, balando o mesmo balido, com o focinho pendido para a poeira onde pisam, em fila, as pegadas pisadas; \u2014 e alguns s\u00e3o macacos, saltando no topo de mastros vistosos, com esgares e cabriolas. Assim, meu Jacinto, na Cidade, nesta cria\u00e7\u00e3o t\u00e3o antinatural onde o solo \u00e9 de pau e feltro e alcatr\u00e3o, e o carv\u00e3o tapa o c\u00e9u, e a gente vive acamada nos pr\u00e9dios como o paninho nas lojas, e a claridade vem pelos canos, e as mentiras se murmuram atrav\u00e9s de arames \u2014 o homem aparece como uma criatura anti-humana, sem beleza, sem for\u00e7a, sem liberdade, sem riso, sem sentimento, e trazendo em si um esp\u00edrito que \u00e9 passivo como um escravo ou impudente como um histri\u00e3o\u2026 E aqui tem o belo Jacinto o que \u00e9 a bela Cidade!<\/div>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong><em>\u00a0A Cidade e as Serras<\/em><br \/><strong>Autor:<\/strong>\u00a0E\u00e7a de Queir\u00f3s<br \/><strong>Data Original de Publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a01901<br \/><strong>Data de Publica\u00e7\u00e3o do eBook:<\/strong>\u00a02019<br \/><strong>Imagem da Capa:\u00a0<\/strong><em>Le Pont de l\u2019Europe<\/em>, de Gustave Caillebotte<br \/><strong>Revis\u00e3o:<\/strong>\u00a0Ricardo Louren\u00e7o, Cl\u00e1udia Amorim e Miriam Santos Freire<br \/><strong>ISBN:<\/strong>\u00a0978-989-8698-56-8<br \/><strong>Texto-Fonte:<\/strong><em>\u00a0A Cidade e as Serras<\/em>. Porto: Livr. Chardron, 1901.<\/p>\n<p><\/p>\n<div><strong>EPUB<\/strong><\/p>\n<div class=\"w3eden\"><\/p>\n<div class=\"wpdm-link-tpl panel panel-default\"><\/p>\n<div class=\"panel-body\"><\/p>\n<div class=\"media\"><\/p>\n<div class=\"pull-left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wpdm_icon\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/download_drive.png\" alt=\"Icon\" width=\"48\" height=\"48\" \/><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"media-body\"><strong class=\"ptitle\">A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s [EPUB]<\/strong><\/p>\n<div><strong><a class=\"wpdm-download-link btn btn-link \" href=\"http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/?sfns=mo#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/projectoadamastor.org\/wp-content\/plugins\/wpdm-download-button\/images\/10.png?w=700\" alt=\"\" width=\"158\" height=\"45\" \/><\/a><\/strong><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"panel-footer\">\u00a0<\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>MOBI<\/strong><\/p>\n<div class=\"w3eden\"><\/p>\n<div class=\"wpdm-link-tpl panel panel-default\"><\/p>\n<div class=\"panel-body\"><\/p>\n<div class=\"media\"><\/p>\n<div class=\"pull-left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wpdm_icon\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/download_drive.png\" alt=\"Icon\" width=\"48\" height=\"48\" \/><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"media-body\"><strong class=\"ptitle\">A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s [MOBI]<\/strong><\/p>\n<div><strong><a class=\"wpdm-download-link btn btn-link \" href=\"http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/?sfns=mo#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/projectoadamastor.org\/wp-content\/plugins\/wpdm-download-button\/images\/10.png?w=700\" alt=\"\" width=\"158\" height=\"45\" \/><\/a><\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><strong>Refer\u00eancia:\u00a0<\/strong><\/strong><em>A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s<\/em>. (2019).\u00a0<em>Projecto Adamastor<\/em>. Retrieved 17 July 2019, from <a href=\"http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/\">http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/<\/a><\/span><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"panel-footer\">\u00a0<\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Cidade perdeu ele a for\u00e7a e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos tr\u00e9mulos como arames, com cangalhas, com chin\u00f3s, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem febra, sem vi\u00e7o, torto, corcunda \u2014 esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Ad\u00e3o! Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada manh\u00e3 ela lhe imp\u00f5e uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma depend\u00eancia: pobre e subalterno, a sua vida \u00e9 um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradi\u00e7\u00f5es, preceitos, etiquetas, cerim\u00f3nias, praxes, ritos, servi\u00e7os mais disciplinares que os dum c\u00e1rcere ou dum quartel\u2026 A sua tranquilidade (bem t\u00e3o alto que Deus com ela recompensa os santos) onde est\u00e1, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo p\u00e3o, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Alegria como a haver\u00e1 na Cidade para esses milh\u00f5es de seres que tumultuam na arquejante ocupa\u00e7\u00e3o de\u00a0desejar\u00a0\u2014 e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilus\u00e3o, desesperan\u00e7a ou derrota? Os sentimentos mais genuinamente humanos logo na Cidade se desumanizam! V\u00ea, meu Jacinto! S\u00e3o como luzes que o \u00e1spero vento do viver social n\u00e3o deixa arder com serenidade e limpidez; e aqui abala e faz tremer; e al\u00e9m brutamente apaga; e adiante obriga a flamejar com desnaturada viol\u00eancia. As amizades nunca passam de alian\u00e7as que o interesse, na hora inquieta da defesa ou na hora s\u00f4frega do assalto, ata apressadamente com um cordel apressado, e que estalam ao menor embate da rivalidade ou do orgulho. E o Amor, na Cidade, meu gentil Jacinto? Considera esses vastos armaz\u00e9ns com espelhos, onde a nobre carne de Eva se vende, tarifada ao arr\u00e1tel, como a de vaca! Contempla esse velho Deus do Himeneu, que circula trazendo em vez do ondeante facho da Paix\u00e3o a apertada carteira do Dote! Espreita essa turba que foge dos largos caminhos assoalhados em que os Faunos amam as Ninfas na boa lei natural, e busca tristemente os recantos l\u00f4bregos de Sodoma ou de Lesbos!\u2026 Mas o que a Cidade mais deteriora no homem \u00e9 a Intelig\u00eancia, porque ou lha arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravag\u00e2ncia. Nesta densa e pairante camada de Ideias e F\u00f3rmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que a respira, nela envolto, s\u00f3 pensa todos os pensamentos j\u00e1 pensados, s\u00f3 exprime todas as express\u00f5es j\u00e1 exprimidas \u2014 ou ent\u00e3o, para se destacar na pardacenta e chata rotina e trepar ao fr\u00e1gil andaime da glor\u00edola, inventa num gemente esfor\u00e7o, inchando o cr\u00e2nio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multid\u00e3o como um mostrengo numa feira. Todos, intelectualmente, s\u00e3o carneiros, trilhando o mesmo trilho, balando o mesmo balido, com o focinho pendido para a poeira onde pisam, em fila, as pegadas pisadas; \u2014 e alguns s\u00e3o macacos, saltando no topo de mastros vistosos, com esgares e cabriolas. Assim, meu Jacinto, na Cidade, nesta cria\u00e7\u00e3o t\u00e3o antinatural onde o solo \u00e9 de pau e feltro e alcatr\u00e3o, e o carv\u00e3o tapa o c\u00e9u, e a gente vive acamada nos pr\u00e9dios como o paninho nas lojas, e a claridade vem pelos canos, e as mentiras se murmuram atrav\u00e9s de arames \u2014 o homem aparece como uma criatura anti-humana, sem beleza, sem for\u00e7a, sem liberdade, sem riso, sem sentimento, e trazendo em si um esp\u00edrito que \u00e9 passivo como um escravo ou impudente como um histri\u00e3o\u2026 E aqui tem o belo Jacinto o que \u00e9 a bela Cidade! \u00a0 T\u00edtulo:\u00a0A Cidade e as SerrasAutor:\u00a0E\u00e7a de Queir\u00f3sData Original de Publica\u00e7\u00e3o:\u00a01901Data de Publica\u00e7\u00e3o do eBook:\u00a02019Imagem da Capa:\u00a0Le Pont de l\u2019Europe, de Gustave CaillebotteRevis\u00e3o:\u00a0Ricardo Louren\u00e7o, Cl\u00e1udia Amorim e Miriam Santos FreireISBN:\u00a0978-989-8698-56-8Texto-Fonte:\u00a0A Cidade e as Serras. Porto: Livr. Chardron, 1901. EPUB A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s [EPUB] \u00a0 MOBI A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s [MOBI] \u00a0 Refer\u00eancia:\u00a0A Cidade e as Serras \u2014 E\u00e7a de Queir\u00f3s. (2019).\u00a0Projecto Adamastor. Retrieved 17 July 2019, from http:\/\/projectoadamastor.org\/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiros\/ \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[91,111],"tags":[],"class_list":["post-2275151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-e-books","category-literatura-portuguesa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2275151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2275151"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2275151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3088829,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2275151\/revisions\/3088829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2275151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2275151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2275151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}