{"id":2237963,"date":"2019-03-01T10:43:00","date_gmt":"2019-03-01T10:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2237963.html"},"modified":"2026-05-13T16:46:13","modified_gmt":"2026-05-13T16:46:13","slug":"conferencia-criancas-e-jovens-portugueses-no-contexto-digital-eu-kids-online","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2237963","title":{"rendered":"Confer\u00eancia: Crian\u00e7as e Jovens Portugueses no Contexto Digital | eu kids online"},"content":{"rendered":"<p><strong>Confer\u00eancia discutiu os ambientes digitais de crian\u00e7as e jovens portugueses<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wS9a-tE4zns\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quatro em cada cinco internautas portugueses entre os 9 e os 17 anos usa a internet todos os dias para ouvir m\u00fasica e ver v\u00eddeos e tr\u00eas em cada quatro usa-a diariamente para se comunicar com amigos e familiares. Neste ambiente de oportunidades, o reverso tamb\u00e9m existe: 23 por cento assinalam terem vivido no \u00faltimo ano situa\u00e7\u00f5es na internet que incomodaram e perturbaram.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Estes e outros resultados do mais recente inqu\u00e9rito EU Kids Online foram apresentados e discutidos na confer\u00eancia\u00a0<strong><em>Crian\u00e7as e Jovens Portugueses no Contexto Digital<\/em><\/strong>, que se realizou no dia 28 de fevereiro, no Audit\u00f3rio B da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, no Campus de Campolide.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a name=\"cutid1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"ljcut\" text=\"Ler mais...\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para Cristina Ponte, da NOVA FCSH e coordenadora da equipa portuguesa da rede EU Kids Online, este estudo permite caracterizar o atual contexto digital vivido pelos mais novos e que \u00e9 dominado pelos meios m\u00f3veis: o uso di\u00e1rio do smartphone para aceder \u00e0 internet mais do que duplica esse acesso di\u00e1rio por computador. \u201cEsta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente o contr\u00e1rio do que se verificava no \u00faltimo estudo, de h\u00e1 quatro anos\u201d, observa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como sublinha: \u201cAumentou a oferta digital e aumentaram tamb\u00e9m as oportunidades e os riscos. Por isso, as compet\u00eancias digitais ultrapassam o manejo das tecnologias: h\u00e1 que saber procurar e avaliar informa\u00e7\u00e3o, saber comunicar com outros nas redes sociais, tirar partido das potencialidades tecnol\u00f3gicas para se expressar criativamente e para participar na vida social. E tamb\u00e9m importa ser capaz de \u2018desligar\u2019, contra a press\u00e3o da pr\u00f3pria din\u00e2mica do meio\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A experi\u00eancia do cyberbullying, a que mais incomoda, ou a exposi\u00e7\u00e3o crescente a conte\u00fados negativos &#8211; como incita\u00e7\u00e3o \u00e0 anorexia ou a mensagens de \u00f3dio &#8211; s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es de risco analisadas. A estas juntam-se novos constrangimentos, como o\u00a0<em>sharenting<\/em>, as pr\u00e1ticas crescentes de pais que partilham imagens dos filhos nas redes sociais sem o seu consentimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cristina Ponte destacou que os resultados deste estudo permitem dar conta de diferen\u00e7as associadas n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 idade dos utilizadores mas tamb\u00e9m ao g\u00e9nero: \u201cExiste uma diferen\u00e7a significativa entre rapazes e raparigas no que diz respeito ao controlo parental e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia e escola em situa\u00e7\u00f5es de perigo. As raparigas s\u00e3o mais alvo de aten\u00e7\u00e3o familiar do que os rapazes e tamb\u00e9m procuram mais o apoio familiar, quando encontram problemas na internet.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na sua diversidade, estes resultados, aponta a investigadora da NOVA FCSH, s\u00e3o importantes para uma reflex\u00e3o que deve envolver as pr\u00f3prias crian\u00e7as e jovens, as suas fam\u00edlias, professores e profissionais que com eles lidam, bem como a ind\u00fastrias e respons\u00e1veis por pol\u00edticas de bem-estar e de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Nota metodol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito EU Kids Online foi aplicado em escolas p\u00fablicas e privadas de todo o pa\u00eds, incluindo A\u00e7ores e Madeira, numa amostra representativa composta por 1974 rapazes e raparigas dos nove aos 17 anos. O trabalho de campo, realizado pela GfK, decorreu entre mar\u00e7o e junho de 2018. Os question\u00e1rios, de auto-preenchimento, foram aplicados em salas equipadas com meios inform\u00e1ticos, sob supervis\u00e3o de entrevistadores. Os resultados portugueses ir\u00e3o contribuir para a base de dados europeia que re\u00fane respostas de mais 19 pa\u00edses europeus a um mesmo question\u00e1rio. Os resultados europeus ser\u00e3o disponibilizados em 2019.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A rede\u00a0<\/strong><strong>EU Kids Online<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A rede EU Kids Online, surgida em 2006, \u00e9 reconhecida a n\u00edvel internacional como fonte geradora de dados de elevada qualidade e comparabilidade no que se refere a oportunidades e riscos da internet para crian\u00e7as e jovens. Reunindo 33 pa\u00edses europeus, a rede apresenta uma perspetiva multidisciplinar e multi metodol\u00f3gica sobre a seguran\u00e7a na internet. O impacto da rede EU Kids Online assenta na solidez da sua experi\u00eancia de mais de dez anos de investiga\u00e7\u00e3o e est\u00e1 na origem da rede Global Kids Online, dinamizada pela UNICEF. Mais informa\u00e7\u00f5es em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.eukidsonline.net\/\">www.eukidsonline.net<\/a><\/p>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">Refer\u00eancia:\u00a0<em>Confer\u00eancia: Crian\u00e7as e Jovens Portugueses no Contexto Digital \u2014 NOVA FCSH<\/em>. (2019).\u00a0<em>Fcsh.unl.pt<\/em>. Retrieved 1 March 2019, from <a href=\"http:\/\/www.fcsh.unl.pt\/media\/eventos\/conferencia-criancas-e-jovens-portugueses-no-contexto-digital\">http:\/\/www.fcsh.unl.pt\/media\/eventos\/conferencia-criancas-e-jovens-portugueses-no-contexto-digital<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Entrevista a\u00a0Catarina Oliveira \u2013 Membro do grupo L\u00edderes Digitais<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/anchor.fm\/rede-de-bibliotecas-escolares\/embed\/episodes\/Entrevista-com-Catarina-Oliveira--Membro-do-grupo-Lderes-Digitais-e3beac\" width=\"400px\" height=\"102px\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia discutiu os ambientes digitais de crian\u00e7as e jovens portugueses \u00a0 \u00a0 Quatro em cada cinco internautas portugueses entre os 9 e os 17 anos usa a internet todos os dias para ouvir m\u00fasica e ver v\u00eddeos e tr\u00eas em cada quatro usa-a diariamente para se comunicar com amigos e familiares. Neste ambiente de oportunidades, o reverso tamb\u00e9m existe: 23 por cento assinalam terem vivido no \u00faltimo ano situa\u00e7\u00f5es na internet que incomodaram e perturbaram. \u00a0 Estes e outros resultados do mais recente inqu\u00e9rito EU Kids Online foram apresentados e discutidos na confer\u00eancia\u00a0Crian\u00e7as e Jovens Portugueses no Contexto Digital, que se realizou no dia 28 de fevereiro, no Audit\u00f3rio B da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, no Campus de Campolide. \u00a0 \u00a0 Para Cristina Ponte, da NOVA FCSH e coordenadora da equipa portuguesa da rede EU Kids Online, este estudo permite caracterizar o atual contexto digital vivido pelos mais novos e que \u00e9 dominado pelos meios m\u00f3veis: o uso di\u00e1rio do smartphone para aceder \u00e0 internet mais do que duplica esse acesso di\u00e1rio por computador. \u201cEsta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente o contr\u00e1rio do que se verificava no \u00faltimo estudo, de h\u00e1 quatro anos\u201d, observa. \u00a0 Como sublinha: \u201cAumentou a oferta digital e aumentaram tamb\u00e9m as oportunidades e os riscos. Por isso, as compet\u00eancias digitais ultrapassam o manejo das tecnologias: h\u00e1 que saber procurar e avaliar informa\u00e7\u00e3o, saber comunicar com outros nas redes sociais, tirar partido das potencialidades tecnol\u00f3gicas para se expressar criativamente e para participar na vida social. E tamb\u00e9m importa ser capaz de \u2018desligar\u2019, contra a press\u00e3o da pr\u00f3pria din\u00e2mica do meio\u201d. \u00a0 A experi\u00eancia do cyberbullying, a que mais incomoda, ou a exposi\u00e7\u00e3o crescente a conte\u00fados negativos &#8211; como incita\u00e7\u00e3o \u00e0 anorexia ou a mensagens de \u00f3dio &#8211; s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es de risco analisadas. A estas juntam-se novos constrangimentos, como o\u00a0sharenting, as pr\u00e1ticas crescentes de pais que partilham imagens dos filhos nas redes sociais sem o seu consentimento. \u00a0 Cristina Ponte destacou que os resultados deste estudo permitem dar conta de diferen\u00e7as associadas n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 idade dos utilizadores mas tamb\u00e9m ao g\u00e9nero: \u201cExiste uma diferen\u00e7a significativa entre rapazes e raparigas no que diz respeito ao controlo parental e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia e escola em situa\u00e7\u00f5es de perigo. As raparigas s\u00e3o mais alvo de aten\u00e7\u00e3o familiar do que os rapazes e tamb\u00e9m procuram mais o apoio familiar, quando encontram problemas na internet.\u201d \u00a0 Na sua diversidade, estes resultados, aponta a investigadora da NOVA FCSH, s\u00e3o importantes para uma reflex\u00e3o que deve envolver as pr\u00f3prias crian\u00e7as e jovens, as suas fam\u00edlias, professores e profissionais que com eles lidam, bem como a ind\u00fastrias e respons\u00e1veis por pol\u00edticas de bem-estar e de seguran\u00e7a. \u00a0 Nota metodol\u00f3gica O inqu\u00e9rito EU Kids Online foi aplicado em escolas p\u00fablicas e privadas de todo o pa\u00eds, incluindo A\u00e7ores e Madeira, numa amostra representativa composta por 1974 rapazes e raparigas dos nove aos 17 anos. O trabalho de campo, realizado pela GfK, decorreu entre mar\u00e7o e junho de 2018. Os question\u00e1rios, de auto-preenchimento, foram aplicados em salas equipadas com meios inform\u00e1ticos, sob supervis\u00e3o de entrevistadores. Os resultados portugueses ir\u00e3o contribuir para a base de dados europeia que re\u00fane respostas de mais 19 pa\u00edses europeus a um mesmo question\u00e1rio. Os resultados europeus ser\u00e3o disponibilizados em 2019. \u00a0 A rede\u00a0EU Kids Online A rede EU Kids Online, surgida em 2006, \u00e9 reconhecida a n\u00edvel internacional como fonte geradora de dados de elevada qualidade e comparabilidade no que se refere a oportunidades e riscos da internet para crian\u00e7as e jovens. Reunindo 33 pa\u00edses europeus, a rede apresenta uma perspetiva multidisciplinar e multi metodol\u00f3gica sobre a seguran\u00e7a na internet. O impacto da rede EU Kids Online assenta na solidez da sua experi\u00eancia de mais de dez anos de investiga\u00e7\u00e3o e est\u00e1 na origem da rede Global Kids Online, dinamizada pela UNICEF. Mais informa\u00e7\u00f5es em\u00a0www.eukidsonline.net \u00a0 Refer\u00eancia:\u00a0Confer\u00eancia: Crian\u00e7as e Jovens Portugueses no Contexto Digital \u2014 NOVA FCSH. (2019).\u00a0Fcsh.unl.pt. 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