{"id":2217794,"date":"2018-11-28T10:12:00","date_gmt":"2018-11-28T10:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2217794.html"},"modified":"2026-05-14T09:13:46","modified_gmt":"2026-05-14T09:13:46","slug":"eca-e-os-maias-tudo-o-que-tenho-no-saco-fundacao-calouste-gulbenkian","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2217794","title":{"rendered":"E\u00e7a e Os Maias Tudo &#8211; o que tenho no saco | funda\u00e7\u00e3o calouste gulbenkian"},"content":{"rendered":"<table style=\"border-collapse: collapse; width: 40.8213%; height: 341px;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" src=\"https:\/\/content.gulbenkian.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/16183756\/Web-Destaque-Homepage-FTo800x500.jpg\" width=\"500\" height=\"312\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><a href=\"https:\/\/gulbenkian.pt\/evento\/eca-e-os-maias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ver na font<\/a><a href=\"https:\/\/gulbenkian.pt\/evento\/eca-e-os-maias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e<\/a><\/span>\u00a0|<\/p>\n<p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><strong>Fotografia, pintura, escultura, m\u00fasica e filmes, caricaturas, cartas, cr\u00f3nicas, pe\u00e7as do esp\u00f3lio pessoal de E\u00e7a de Queir\u00f3s mostradas pela primeira vez em Lisboa.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O ano de 1881 tinha apenas come\u00e7ado e, de Bristol, Inglaterra, Jos\u00e9 Maria d\u2019E\u00e7a de Queir\u00f3s escrevia ao seu amigo Ramalho Ortig\u00e3o contando que tinha \u201co romance praticamente pronto\u201d. Decidira fazer \u201cn\u00e3o s\u00f3 um \u2018romance\u2019, mas um romance em que pusesse tudo o que tenho no saco\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O romance \u2013 essa \u201cvaste machine\u201d (vasta m\u00e1quina) \u201ccom propor\u00e7\u00f5es enfadonhamente monumentais de pintura a fresco, toda trabalhada em tons pardos, pomposa e v\u00e3\u201d \u2013 que em 1881 estava praticamente pronto, s\u00f3 veria a luz do dia em 1888, sob o nome de \u201cOs Maias. Epis\u00f3dios da Vida Rom\u00e2ntica\u201d. A cr\u00edtica foi feroz, mas a eventuais ofensas E\u00e7a respondeu sempre com humor. Nas bancas, os cinco mil exemplares publicados tamb\u00e9m n\u00e3o deslumbraram. S\u00f3 no s\u00e9culo XX foram Os Maias reconhecidos como a obra-prima de E\u00e7a e como um cl\u00e1ssico da literatura em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cento e trinta anos depois da sua publica\u00e7\u00e3o, a Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian abre a porta para que se possa ver tudo o que E\u00e7a trazia no saco. Os Maias ser\u00e3o o eixo central da mostra, mas \u00e0 sua volta, h\u00e3o de gravitar outras obras do autor. Ser\u00e3o mostrados cr\u00f3nicas, romances, contos e muitas cartas, fotografias, pinturas, caricaturas, escultura, gravura, m\u00fasica da \u00e9poca e excertos de filmes, bem como objetos do seu esp\u00f3lio pessoal guardados na Casa de Tormes (propriedade da Funda\u00e7\u00e3o E\u00e7a de Queiroz) e nunca antes mostrados em Lisboa, como \u00e9 o caso da secret\u00e1ria pessoal onde E\u00e7a escrevia, de p\u00e9, e a cabaia chinesa que lhe foi oferecida pelo Conde de Arnoso. Poder\u00e1 ver muitas outras pe\u00e7as que remetem para a geografia f\u00edsica e ficcional daquele que falava de si dizendo ser \u201capenas um pobre homem da P\u00f3voa de Varzim\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma exposi\u00e7\u00e3o organizada em colabora\u00e7\u00e3o com a Funda\u00e7\u00e3o E\u00e7a de Queiroz.<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Ler mais<a href=\"https:\/\/gulbenkian.pt\/evento\/eca-e-os-maias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> \u00bb<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ver na fonte\u00a0| \u00a0 Fotografia, pintura, escultura, m\u00fasica e filmes, caricaturas, cartas, cr\u00f3nicas, pe\u00e7as do esp\u00f3lio pessoal de E\u00e7a de Queir\u00f3s mostradas pela primeira vez em Lisboa. \u00a0 O ano de 1881 tinha apenas come\u00e7ado e, de Bristol, Inglaterra, Jos\u00e9 Maria d\u2019E\u00e7a de Queir\u00f3s escrevia ao seu amigo Ramalho Ortig\u00e3o contando que tinha \u201co romance praticamente pronto\u201d. Decidira fazer \u201cn\u00e3o s\u00f3 um \u2018romance\u2019, mas um romance em que pusesse tudo o que tenho no saco\u201d. \u00a0 O romance \u2013 essa \u201cvaste machine\u201d (vasta m\u00e1quina) \u201ccom propor\u00e7\u00f5es enfadonhamente monumentais de pintura a fresco, toda trabalhada em tons pardos, pomposa e v\u00e3\u201d \u2013 que em 1881 estava praticamente pronto, s\u00f3 veria a luz do dia em 1888, sob o nome de \u201cOs Maias. Epis\u00f3dios da Vida Rom\u00e2ntica\u201d. A cr\u00edtica foi feroz, mas a eventuais ofensas E\u00e7a respondeu sempre com humor. Nas bancas, os cinco mil exemplares publicados tamb\u00e9m n\u00e3o deslumbraram. S\u00f3 no s\u00e9culo XX foram Os Maias reconhecidos como a obra-prima de E\u00e7a e como um cl\u00e1ssico da literatura em l\u00edngua portuguesa. \u00a0 Cento e trinta anos depois da sua publica\u00e7\u00e3o, a Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian abre a porta para que se possa ver tudo o que E\u00e7a trazia no saco. 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