{"id":2163661,"date":"2018-04-27T10:00:00","date_gmt":"2018-04-27T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2163661.html"},"modified":"2026-05-13T17:22:24","modified_gmt":"2026-05-13T17:22:24","slug":"a-biblioteca-escolar-no-estado-novo-meta-analise-do-boletim-escola-portuguesa-entre-1934-e-1974-tese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2163661","title":{"rendered":"A biblioteca escolar no Estado Novo: meta-an\u00e1lise do Boletim Escola Portuguesa entre 1934 e 1974 | tese"},"content":{"rendered":"<table style=\"height: 369px;\" width=\"271\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a title=\"link2\" href=\"https:\/\/app.box.com\/s\/mvz7apgrb15z0iwfm2tpgdwim4furjel\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"beestadonovo.PNG\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20992584_PRahA.png\" alt=\"beestadonovo.PNG\" width=\"360\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 10pt;\"><em>por\u00a0<\/em>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Meneses Aires Nogueira<\/span> | 2012 |\u00a0<span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"https:\/\/repositorioaberto.uab.pt\/bitstream\/10400.2\/2304\/1\/TMGIBE_Ant%c3%b3nioNogueira.pdf\" target=\"_blank\">Download<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<table class=\"table itemDisplayTable\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"metadataFieldLabel\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/td>\n<td class=\"metadataFieldValue\"><\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O ensino elementar constituiu uma das preocupa\u00e7\u00f5es fulcrais do regime pol\u00edtico legitimado ap\u00f3s a Constitui\u00e7\u00e3o de 1933, num Portugal essencialmente rural e analfabeto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste contexto, o combate ao analfabetismo implicou o investimento na escolariza\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa, no qual a Biblioteca Escolar assumiu um papel relevante. Descobrir e mapear o seu percurso e a sua miss\u00e3o educativa e cultural num pa\u00eds dominado por um governo fortemente ideol\u00f3gico, avesso \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 diversidade, tornou-se o grande desafio do presente estudo. Mais especificamente, o tema abordado na presente disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 a Biblioteca Escolar no Estado Novo, um per\u00edodo hist\u00f3rico preciso, situado entre os anos 30 e os anos 70 do s\u00e9culo XX, caracterizado, ent\u00e3o, por um regime pol\u00edtico autorit\u00e1rio e por uma sociedade que possu\u00eda como atributo mais marcante o analfabetismo real e funcional. A metodologia seguida foi a meta-an\u00e1lise do boletim Escola Portuguesa, peri\u00f3dico editado pelo Minist\u00e9rio da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Direc\u00e7\u00e3o Geral do Ensino Prim\u00e1rio, que se manteve ativo entre outubro de 1934 e outubro de 1974, praticamente ao longo de toda a vig\u00eancia do Estado Novo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a name=\"cutid1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"ljcut\" text=\"Continuar a ler...\"><\/p>\n<p>A escolha do referido boletim como objeto de an\u00e1lise deveu-se ao facto de este ser uma publica\u00e7\u00e3o oficial, criada para orientar os agentes do ensino elementar portugu\u00eas, segundo orienta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas muito espec\u00edficas. Os 143 artigos selecionados e que constituem o corpus de an\u00e1lise distribuem-se por tr\u00eas \u00e1reas estruturantes que formam um todo conceptual: a Escola Portuguesa, o Estado Novo e a Biblioteca Escolar. Assim, ancorou-se o estudo nas tr\u00eas \u00e1reas mencionadas para contextualizar e fundamentar a cria\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar, tendo em conta o tipo de regime pol\u00edtico vigente. De facto, quer o Estado Novo, quer a Escola Portuguesa funcionaram como condicionantes importantes na cria\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar e do seu papel no contexto da sociedade portuguesa e do regime pol\u00edtico que lhe esteve subjacente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As medidas tomadas pelos sucessivos governos para enfrentar o problema da elevada percentagem de analfabetos, durante aquele per\u00edodo, passaram necessariamente pela cria\u00e7\u00e3o de escolas e pela instala\u00e7\u00e3o de Bibliotecas Escolares. Estas, inicialmente impulsionadas para atender \u00e0s necessidades de uma popula\u00e7\u00e3o analfabeta adulta, foram gradualmente orientadas para o p\u00fablico infantil do ensino prim\u00e1rio elementar, mas nunca perderam a sua fun\u00e7\u00e3o de transmissoras da ideologia dominante. Al\u00e9m disso, formar leitores passou a ser a palavra de ordem das cerca de 3000 Bibliotecas Escolares instaladas ao longo do per\u00edodo em estudo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A leitura tornou-se ainda um conceito cada vez mais abrangente, passando da leitura para educar nos valores e formar o car\u00e1ter \u00e0 leitura com fins pedag\u00f3gicos, com vista a aprofundar os conte\u00fados abordados em contexto curricular, at\u00e9 \u00e0 descoberta do prazer de ler ou \u00e0 leitura por prazer, afinal uma das no\u00e7\u00f5es preconizadas atualmente.<\/p>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">Refer\u00eancia: Nogueira, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Meneses Aires &#8211; A biblioteca escolar no Estado Novo [Em linha] : meta-an\u00e1lise do Boletim Escola Portuguesa entre 1934 e 1974. Lisboa : [s.n.], 2012. 323 p.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0por\u00a0Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Meneses Aires Nogueira | 2012 |\u00a0Download \u00a0 \u00a0 Resumo: \u00a0 O ensino elementar constituiu uma das preocupa\u00e7\u00f5es fulcrais do regime pol\u00edtico legitimado ap\u00f3s a Constitui\u00e7\u00e3o de 1933, num Portugal essencialmente rural e analfabeto. \u00a0 Neste contexto, o combate ao analfabetismo implicou o investimento na escolariza\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa, no qual a Biblioteca Escolar assumiu um papel relevante. Descobrir e mapear o seu percurso e a sua miss\u00e3o educativa e cultural num pa\u00eds dominado por um governo fortemente ideol\u00f3gico, avesso \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 diversidade, tornou-se o grande desafio do presente estudo. Mais especificamente, o tema abordado na presente disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 a Biblioteca Escolar no Estado Novo, um per\u00edodo hist\u00f3rico preciso, situado entre os anos 30 e os anos 70 do s\u00e9culo XX, caracterizado, ent\u00e3o, por um regime pol\u00edtico autorit\u00e1rio e por uma sociedade que possu\u00eda como atributo mais marcante o analfabetismo real e funcional. A metodologia seguida foi a meta-an\u00e1lise do boletim Escola Portuguesa, peri\u00f3dico editado pelo Minist\u00e9rio da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Direc\u00e7\u00e3o Geral do Ensino Prim\u00e1rio, que se manteve ativo entre outubro de 1934 e outubro de 1974, praticamente ao longo de toda a vig\u00eancia do Estado Novo. \u00a0 \u00a0 A escolha do referido boletim como objeto de an\u00e1lise deveu-se ao facto de este ser uma publica\u00e7\u00e3o oficial, criada para orientar os agentes do ensino elementar portugu\u00eas, segundo orienta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas muito espec\u00edficas. Os 143 artigos selecionados e que constituem o corpus de an\u00e1lise distribuem-se por tr\u00eas \u00e1reas estruturantes que formam um todo conceptual: a Escola Portuguesa, o Estado Novo e a Biblioteca Escolar. Assim, ancorou-se o estudo nas tr\u00eas \u00e1reas mencionadas para contextualizar e fundamentar a cria\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar, tendo em conta o tipo de regime pol\u00edtico vigente. De facto, quer o Estado Novo, quer a Escola Portuguesa funcionaram como condicionantes importantes na cria\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar e do seu papel no contexto da sociedade portuguesa e do regime pol\u00edtico que lhe esteve subjacente. \u00a0 As medidas tomadas pelos sucessivos governos para enfrentar o problema da elevada percentagem de analfabetos, durante aquele per\u00edodo, passaram necessariamente pela cria\u00e7\u00e3o de escolas e pela instala\u00e7\u00e3o de Bibliotecas Escolares. 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Al\u00e9m disso, formar leitores passou a ser a palavra de ordem das cerca de 3000 Bibliotecas Escolares instaladas ao longo do per\u00edodo em estudo. \u00a0 A leitura tornou-se ainda um conceito cada vez mais abrangente, passando da leitura para educar nos valores e formar o car\u00e1ter \u00e0 leitura com fins pedag\u00f3gicos, com vista a aprofundar os conte\u00fados abordados em contexto curricular, at\u00e9 \u00e0 descoberta do prazer de ler ou \u00e0 leitura por prazer, afinal uma das no\u00e7\u00f5es preconizadas atualmente. \u00a0 \u00a0 Refer\u00eancia: Nogueira, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Meneses Aires &#8211; A biblioteca escolar no Estado Novo [Em linha] : meta-an\u00e1lise do Boletim Escola Portuguesa entre 1934 e 1974. 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