{"id":2144971,"date":"2018-02-24T18:34:00","date_gmt":"2018-02-24T18:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2144971.html"},"modified":"2026-05-13T17:31:21","modified_gmt":"2026-05-13T17:31:21","slug":"em-setubal-os-miudos-trazem-o-mundo-no-bolso-jornal-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2144971","title":{"rendered":"Em Set\u00fabal, os mi\u00fados trazem o mundo no bolso | jornal P\u00fablico"},"content":{"rendered":"<table style=\"height: 293px;\" width=\"373\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"dr.png\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20901584_8d3Ej.png\" alt=\"dr.png\" width=\"500\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0DR | <span style=\"font-size: 10pt;\"><em>por<\/em> Rita Pimenta | <a title=\"ver na fonte. abre nova janela\" href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/02\/24\/fugas\/noticia\/em-setubal-os-miudos-trazem-o-mundo-no-bolso-1803921\" target=\"_blank\">P\u00fablico<\/a>|<\/span><\/p>\n<p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><strong>At\u00e9 ao final do ano, a\u00a0<a title=\"ver no facebook. abre nova janela\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/casadavenida\/about\/\" target=\"_blank\">Casa da Avenida<\/a> p\u00f5e os mi\u00fados a viajar atrav\u00e9s de ateliers criativos e de continuidade. Quem quiser subir a bordo ser\u00e1 guiado por Margarida Costa e Maria Jo\u00e3o Frade. O Mundo no Bolso garante carimbos no passaporte e na mem\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mapa-M\u00fandi; Labirintos e Caminhos; Malas e Ba\u00fas; Viajar sem Sair do Lugar e O Mundo no Bolso s\u00e3o os t\u00edtulos dos encontros-oficinas que re\u00fanem crian\u00e7as a partir dos quatro anos no 2.\u00ba andar de uma casa de fam\u00edlia na Avenida Lu\u00edsa Todi, em Set\u00fabal. Ao longo de 2017, houve ali ateliers O Ano Inteiro, a partir da agenda do Planeta Tangerina assim designada. Pais e crian\u00e7as reclamaram novos encontros felizes em 2018. J\u00e1 come\u00e7aram.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A grande viagem deste ano teve in\u00edcio a 27 de Janeiro com um jogo de palavras. Cada crian\u00e7a falou sobre o que lhe sugeriam os conceitos de \u201cmundo\u201d e de \u201cviagem\u201d. Disseram o que sabiam, o que j\u00e1 tinham experimentado, por onde tinham andado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A seguir, a cada uma foi dado um bilhete, com um n\u00famero de lugar sentado. Num corredor da casa, havia a marca\u00e7\u00e3o dos lugares no ch\u00e3o, a simular um transporte. Os mi\u00fados tinham de identificar os seus lugares e ocup\u00e1-los. Depois de instalados, come\u00e7aram a escutar ru\u00eddos e registos de sons de viagem. \u201cO que se ouve quando se entra num autocarro, os sons de exterior, o ru\u00eddo de v\u00e1rios meios de transporte, comboio, avi\u00e3o, barco. E foram identificando e conversando a prop\u00f3sito do que estavam a ouvir\u201d, descreve, com entusiasmo, Maria Jo\u00e3o Frade, ex-professora de Portugu\u00eas e Franc\u00eas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Depois, passaram para uma sala cheia de mapas antigos pendurados nas paredes, que a propriet\u00e1ria da galeria Casa da Avenida, que habita no 1.\u00ba andar do edif\u00edcio e explora o Caf\u00e9 da Casa, no R\/C, \u201ctinha descoberto no s\u00f3t\u00e3o h\u00e1 muitos anos e que n\u00e3o tinha ainda utilizado com os mi\u00fados\u201d. \u201cFoi um deslumbramento quando entraram e viram os mapas. Nunca tinham visto mapas assim.\u201d Gostaram das cores, do papel, das diferentes representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas e de toda a atmosfera da sala.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Detiveram-se neles algum tempo, \u201cpara perceberem regi\u00f5es, culturas, paisagens, dist\u00e2ncias, a tipologia dos mapas, tem\u00e1ticos ou n\u00e3o\u201d, enumera. Depois, a sala foi escurecida e viram outros tipos de mapas e noutro suporte, numa projec\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os reais e imagin\u00e1rios, extra\u00eddos de sites sobre o tema.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Seguiu-se a retirada de papelinhos de dentro de um grande pote transparente e que identificavam lugares. Cada crian\u00e7a dizia que lugar lhe tinha sa\u00eddo. Podia ser uma cidade, um pa\u00eds de verdade ou o reino fict\u00edcio de Rohan (de\u00a0<em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em>, de Tolkien, cuja capital seria Edoras). A partir da\u00ed, a conversa derivava para: \u201c\u00c9 um lugar que existe ou \u00e9 um lugar que n\u00e3o existe?\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Houve quem defendesse que os lugares fict\u00edcios existiam, sim senhor, a que outros contrapunham: \u201cComo \u00e9 que sabes, j\u00e1 l\u00e1 estiveste?\u201d Seguiram-se perguntas como: \u201c\u00c9 preciso ter l\u00e1 estado para saber que existe?\u201d Houve toda uma discuss\u00e3o sobre \u201clugares que existem e que n\u00e3o existem, com argumentos \u2018porque j\u00e1 l\u00e1 estive\u2019, \u2018j\u00e1 vi num livro\u2019, j\u00e1 ouvi falar\u201d\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos momentos que tornam a educadora Margarida Costa mais feliz, j\u00e1 que a tamb\u00e9m \u201cguia\u201d de O Mundo no Bolso fez v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es em filosofia para crian\u00e7as e adora escut\u00e1-las, estimular-lhes o pensamento e \u201caprofundar o seu esp\u00edrito cr\u00edtico e criativo face ao mundo\u201d, conta-nos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Passou-se depois para a actividade pl\u00e1stica \u201co meu mundo, o meu mapa\u201d. Nessa altura, fizeram-se dois grupos: dos quatro aos oito anos e outro a partir dos nove. \u201cDistribuiu-se um gui\u00e3o sobre o que se pode p\u00f4r dentro de um mapa, para terem uma pequena orienta\u00e7\u00e3o inicial. Depois, a liberdade era total.\u201d Uns basearam-se nas pistas, outros nem por isso. \u201cAlguns at\u00e9 fizeram mapas\u00a0<em>pop-up<\/em>, com montanhas. Os mais velhos criaram mapas mais descritivos, com mais elementos, legendas e ilustra\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ler mais\u00a0<a title=\"saber mais... abre nova janela\" href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/02\/24\/fugas\/noticia\/em-setubal-os-miudos-trazem-o-mundo-no-bolso-1803921\" target=\"_blank\">&gt;&gt;<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0DR | por Rita Pimenta | P\u00fablico| \u00a0 At\u00e9 ao final do ano, a\u00a0Casa da Avenida p\u00f5e os mi\u00fados a viajar atrav\u00e9s de ateliers criativos e de continuidade. Quem quiser subir a bordo ser\u00e1 guiado por Margarida Costa e Maria Jo\u00e3o Frade. O Mundo no Bolso garante carimbos no passaporte e na mem\u00f3ria. \u00a0 Mapa-M\u00fandi; Labirintos e Caminhos; Malas e Ba\u00fas; Viajar sem Sair do Lugar e O Mundo no Bolso s\u00e3o os t\u00edtulos dos encontros-oficinas que re\u00fanem crian\u00e7as a partir dos quatro anos no 2.\u00ba andar de uma casa de fam\u00edlia na Avenida Lu\u00edsa Todi, em Set\u00fabal. Ao longo de 2017, houve ali ateliers O Ano Inteiro, a partir da agenda do Planeta Tangerina assim designada. Pais e crian\u00e7as reclamaram novos encontros felizes em 2018. J\u00e1 come\u00e7aram. \u00a0 A grande viagem deste ano teve in\u00edcio a 27 de Janeiro com um jogo de palavras. Cada crian\u00e7a falou sobre o que lhe sugeriam os conceitos de \u201cmundo\u201d e de \u201cviagem\u201d. Disseram o que sabiam, o que j\u00e1 tinham experimentado, por onde tinham andado. \u00a0 A seguir, a cada uma foi dado um bilhete, com um n\u00famero de lugar sentado. Num corredor da casa, havia a marca\u00e7\u00e3o dos lugares no ch\u00e3o, a simular um transporte. Os mi\u00fados tinham de identificar os seus lugares e ocup\u00e1-los. Depois de instalados, come\u00e7aram a escutar ru\u00eddos e registos de sons de viagem. \u201cO que se ouve quando se entra num autocarro, os sons de exterior, o ru\u00eddo de v\u00e1rios meios de transporte, comboio, avi\u00e3o, barco. E foram identificando e conversando a prop\u00f3sito do que estavam a ouvir\u201d, descreve, com entusiasmo, Maria Jo\u00e3o Frade, ex-professora de Portugu\u00eas e Franc\u00eas. \u00a0 Depois, passaram para uma sala cheia de mapas antigos pendurados nas paredes, que a propriet\u00e1ria da galeria Casa da Avenida, que habita no 1.\u00ba andar do edif\u00edcio e explora o Caf\u00e9 da Casa, no R\/C, \u201ctinha descoberto no s\u00f3t\u00e3o h\u00e1 muitos anos e que n\u00e3o tinha ainda utilizado com os mi\u00fados\u201d. \u201cFoi um deslumbramento quando entraram e viram os mapas. Nunca tinham visto mapas assim.\u201d Gostaram das cores, do papel, das diferentes representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas e de toda a atmosfera da sala. \u00a0 Detiveram-se neles algum tempo, \u201cpara perceberem regi\u00f5es, culturas, paisagens, dist\u00e2ncias, a tipologia dos mapas, tem\u00e1ticos ou n\u00e3o\u201d, enumera. Depois, a sala foi escurecida e viram outros tipos de mapas e noutro suporte, numa projec\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os reais e imagin\u00e1rios, extra\u00eddos de sites sobre o tema. \u00a0 Seguiu-se a retirada de papelinhos de dentro de um grande pote transparente e que identificavam lugares. Cada crian\u00e7a dizia que lugar lhe tinha sa\u00eddo. Podia ser uma cidade, um pa\u00eds de verdade ou o reino fict\u00edcio de Rohan (de\u00a0O Senhor dos An\u00e9is, de Tolkien, cuja capital seria Edoras). A partir da\u00ed, a conversa derivava para: \u201c\u00c9 um lugar que existe ou \u00e9 um lugar que n\u00e3o existe?\u201d \u00a0 Houve quem defendesse que os lugares fict\u00edcios existiam, sim senhor, a que outros contrapunham: \u201cComo \u00e9 que sabes, j\u00e1 l\u00e1 estiveste?\u201d Seguiram-se perguntas como: \u201c\u00c9 preciso ter l\u00e1 estado para saber que existe?\u201d Houve toda uma discuss\u00e3o sobre \u201clugares que existem e que n\u00e3o existem, com argumentos \u2018porque j\u00e1 l\u00e1 estive\u2019, \u2018j\u00e1 vi num livro\u2019, j\u00e1 ouvi falar\u201d\u2026 \u00a0 Este \u00e9 um dos momentos que tornam a educadora Margarida Costa mais feliz, j\u00e1 que a tamb\u00e9m \u201cguia\u201d de O Mundo no Bolso fez v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es em filosofia para crian\u00e7as e adora escut\u00e1-las, estimular-lhes o pensamento e \u201caprofundar o seu esp\u00edrito cr\u00edtico e criativo face ao mundo\u201d, conta-nos. \u00a0 Passou-se depois para a actividade pl\u00e1stica \u201co meu mundo, o meu mapa\u201d. 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