{"id":1638199,"date":"2014-05-02T06:54:09","date_gmt":"2014-05-02T06:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/1638199.html"},"modified":"2026-05-13T21:58:02","modified_gmt":"2026-05-13T21:58:02","slug":"um-lamento-para-a-lingua-portuguesa-de-vasco-graca-moura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=1638199","title":{"rendered":"Um &#8220;Lamento para a l\u00edngua portuguesa&#8221; de Vasco Gra\u00e7a Moura"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/redebibliotecas\/fotos\/?uid=ic6PgCISdqVZydNGsA25\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 1px solid #C0C0C0;\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/16902386_vzptZ.jpeg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"500\" \/><\/a>\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Imagem: <a href=\"http:\/\/ephemerajpp.com\/2014\/04\/28\/morreu-hoje-um-amigo-do-ephemera-vasco-graca-moura\/\">Ephemera<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Vasco Gra\u00e7a Moura escreveu este <strong>L<\/strong><span class=\"titulo\"><strong>amento para a l\u00edngua portuguesa<\/strong>:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span class=\"conteudo\"><span style=\"color: #464545;\">n\u00e3o \u00e9s mais do que as outras, mas \u00e9s nossa,\u00a0<br \/>e crescemos em ti. nem se imagina\u00a0<br \/>que alguma vez uma outra l\u00edngua possa\u00a0<br \/>p\u00f4r-te incolor, ou inodora, insossa,\u00a0<br \/>ser rem\u00e9dio brutal, mera aspirina,\u00a0<br \/>ou tirar-nos de vez de alguma fossa,\u00a0<br \/>ou dar-nos vida nova e repentina.\u00a0<br \/>mas \u00e9 o teu pa\u00eds que te destro\u00e7a,\u00a0<br \/>o teu pr\u00f3prio pa\u00eds quer-te esquecer\u00a0<br \/>e a sua condi\u00e7\u00e3o te contamina\u00a0<br \/>e no seu dia-a-dia te assassina.\u00a0<br \/>mostras por ti o que lhe vais fazer:\u00a0<br \/>vai-se por c\u00e1 mingando e desistindo,\u00a0<br \/>e desde ti nos deitas a perder\u00a0<br \/>e fazes com que fuja o teu poder\u00a0<br \/>enquanto o mundo vai de n\u00f3s fugindo:\u00a0<br \/>ruiu a casa que \u00e9s do nosso ser\u00a0<br \/>e este anda por isso desavindo\u00a0<br \/>connosco, no sentir e no entender,\u00a0<br \/>mas sem que a desaven\u00e7a nos importe\u00a0<br \/>n\u00f3s j\u00e1 falamos nem sequer fingindo\u00a0<br \/>que s\u00f3 ru\u00ednas vamos repetindo.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a name=\"cutid1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"ljcut\" text=\"Continuar a ler\"><\/p>\n<p><span class=\"conteudo\"><span>talvez seja o processo ou o desnorte\u00a0<br \/>que mostra como \u00e9 realidade\u00a0<br \/>a rela\u00e7\u00e3o da l\u00edngua com a morte,\u00a0<br \/>o n\u00f3 que faz com ela e que entrecorte\u00a0<br \/>a corrente da vida na cidade.\u00a0<br \/>mais valia que fossem de outra sorte\u00a0<br \/>em cada um a for\u00e7a da vontade\u00a0<br \/>e t\u00e3o filosofais melancolias\u00a0<br \/>nessa escusada busca da verdade,\u00a0<br \/>e que a ti nos prendesse melhor grade.\u00a0<br \/>bem que ao longo do tempo ensurdecias,\u00a0<br \/>nublando-se entre n\u00f3s os teus cristais,\u00a0<br \/>e entre gentes remotas descobrias\u00a0<br \/>o que n\u00e3o eram notas tropicais\u00a0<br \/>mas coisas tuas que n\u00e3o tinhas mais,\u00a0<br \/>perdidas no enredar das nossas vias\u00a0<br \/>por desvairados, l\u00fagubres sinais,\u00a0<br \/>m\u00edsera sorte, estranha condi\u00e7\u00e3o,\u00a0<br \/>mas c\u00e1 e l\u00e1 do que eras tu te esvais,\u00a0<br \/>por ser combate de armas desiguais.\u00a0<br \/>matam-te a casa, a escola, a profiss\u00e3o,\u00a0<br \/>a t\u00e9cnica, a ci\u00eancia, a propaganda,\u00a0<br \/>o discurso pol\u00edtico, a paix\u00e3o\u00a0<br \/>de estranhas novidades, a ciranda\u00a0<br \/>de viol\u00eancia alvar que n\u00e3o abranda\u00a0<br \/>entre r\u00e1dios, jornais, televis\u00e3o.\u00a0<br \/>e toda a gente o diz, mesmo essa que anda\u00a0<br \/>por tal degrada\u00e7\u00e3o t\u00e3o mais feliz\u00a0<br \/>que o repete por luxo e n\u00e3o comanda,\u00a0<br \/>com o bafo de hienas dos covis,\u00a0<br \/>mais que uma vela v\u00e3 nos ventos panda\u00a0<br \/>cheia do podre cheiro a que tresanda.\u00a0<br \/>foste mem\u00f3ria, m\u00fasica e matriz\u00a0<br \/>de um \u00e1spero combate: apreender\u00a0<br \/>e dominar o mundo e as mais subtis\u00a0<br \/>equa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 igual a xis\u00a0<br \/>qualquer das dimens\u00f5es do conhecer,\u00a0<br \/>dizer de amor e morte, e a quem quis\u00a0<br \/>e soube utilizar-te, do viver,\u00a0<br \/>do mais simples viver quotidiano,\u00a0<br \/>de ilus\u00f5es e sil\u00eancios, desengano,\u00a0<br \/>sombras e luz, risadas e prazer\u00a0<br \/>e dor e sofrimento, e de ano a ano,\u00a0<br \/>passarem aves, ceifas, esta\u00e7\u00f5es,\u00a0<br \/>o trabalho, o sossego, o tempo insano\u00a0<br \/>do sobressalto a vir a todo o pano,\u00a0<br \/>e bonan\u00e7as tamb\u00e9m e tais raz\u00f5es\u00a0<br \/>que no mundo costumam suceder\u00a0<br \/>e deslumbram na s\u00f3 variedade\u00a0<br \/>de seu modo, lugar e qualidade,\u00a0<br \/>e coisas certas, inexactid\u00f5es,\u00a0<br \/>venturas, infort\u00fanios, cativeiros,\u00a0<br \/>e paisagens e luas e mon\u00e7\u00f5es,\u00a0<br \/>e os caminhos da terra a percorrer,\u00a0<br \/>e arados, atrelagens e veleiros,\u00a0<br \/>pedacinhos de conchas, verde jade,\u00a0<br \/>doces luminesc\u00eancias e luzeiros,\u00a0<br \/>que podias dizer e desdizer\u00a0<br \/>no teu corpo de tempo e liberdade.\u00a0<br \/>agora que \u00e9s refugo e cicatriz\u00a0<br \/>esperan\u00e7a nenhuma h\u00e1s-de manter:\u00a0<br \/>o teu pr\u00f3prio dom\u00ednio foi proscrito,\u00a0<br \/>laje de lousa gasta em que algum giz\u00a0<br \/>se esborratou informe em borr\u00f5es vis.\u00a0<br \/>de assim acontecer, ficou-te o mito\u00a0<br \/>de haver milh\u00f5es que te uivam triunfantes\u00a0<br \/>na raiva e na ora\u00e7\u00e3o, no amor, no grito\u00a0<br \/>de desespero, mas foi noutro atrito\u00a0<br \/>que tu partiste at\u00e9 as pr\u00f3prias jantes\u00a0<br \/>nos estrad\u00f5es da hist\u00f3ria: estava escrito\u00a0<br \/>que iam desconjuntar-te os teus falantes\u00a0<br \/>na terra em que nasceste, eu acredito\u00a0<br \/>que te fizeram avaria grossa.\u00a0<br \/>n\u00e3o rodar\u00e1s nas rotas como dantes,\u00a0<br \/>quer murmures, escrevas, fales, cantes,\u00a0<br \/>mas apesar de tudo ainda \u00e9s nossa,\u00a0<br \/>e crescemos em ti. nem imaginas\u00a0<br \/>que alguma vez uma outra l\u00edngua possa\u00a0<br \/>p\u00f4r-te incolor, ou inodora, insossa,\u00a0<br \/>ser rem\u00e9dio brutal, v\u00e3s aspirinas,\u00a0<br \/>ou tirar-nos de vez de alguma fossa,\u00a0<br \/>ou dar-nos vidas novas repentinas.\u00a0<br \/>enredada em vilezas, \u00f3dios, tro\u00e7a,\u00a0<br \/>no teu pr\u00f3prio pa\u00eds te contaminas\u00a0<br \/>e \u00e9 dele essa mis\u00e9ria que te ro\u00e7a.\u00a0<br \/>mas com o que te resta me iluminas.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span class=\"conteudo\"><span><em>Vasco Gra\u00e7a Moura, in &#8220;Antologia dos Sessenta Anos&#8221;<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<p><span class=\"conteudo\"><span style=\"color: #464545;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem: Ephemera \u00a0 Vasco Gra\u00e7a Moura escreveu este Lamento para a l\u00edngua portuguesa: \u00a0 n\u00e3o \u00e9s mais do que as outras, mas \u00e9s nossa,\u00a0e crescemos em ti. nem se imagina\u00a0que alguma vez uma outra l\u00edngua possa\u00a0p\u00f4r-te incolor, ou inodora, insossa,\u00a0ser rem\u00e9dio brutal, mera aspirina,\u00a0ou tirar-nos de vez de alguma fossa,\u00a0ou dar-nos vida nova e repentina.\u00a0mas \u00e9 o teu pa\u00eds que te destro\u00e7a,\u00a0o teu pr\u00f3prio pa\u00eds quer-te esquecer\u00a0e a sua condi\u00e7\u00e3o te contamina\u00a0e no seu dia-a-dia te assassina.\u00a0mostras por ti o que lhe vais fazer:\u00a0vai-se por c\u00e1 mingando e desistindo,\u00a0e desde ti nos deitas a perder\u00a0e fazes com que fuja o teu poder\u00a0enquanto o mundo vai de n\u00f3s fugindo:\u00a0ruiu a casa que \u00e9s do nosso ser\u00a0e este anda por isso desavindo\u00a0connosco, no sentir e no entender,\u00a0mas sem que a desaven\u00e7a nos importe\u00a0n\u00f3s j\u00e1 falamos nem sequer fingindo\u00a0que s\u00f3 ru\u00ednas vamos repetindo.\u00a0 \u00a0 \u00a0 talvez seja o processo ou o desnorte\u00a0que mostra como \u00e9 realidade\u00a0a rela\u00e7\u00e3o da l\u00edngua com a morte,\u00a0o n\u00f3 que faz com ela e que entrecorte\u00a0a corrente da vida na cidade.\u00a0mais valia que fossem de outra sorte\u00a0em cada um a for\u00e7a da vontade\u00a0e t\u00e3o filosofais melancolias\u00a0nessa escusada busca da verdade,\u00a0e que a ti nos prendesse melhor grade.\u00a0bem que ao longo do tempo ensurdecias,\u00a0nublando-se entre n\u00f3s os teus cristais,\u00a0e entre gentes remotas descobrias\u00a0o que n\u00e3o eram notas tropicais\u00a0mas coisas tuas que n\u00e3o tinhas mais,\u00a0perdidas no enredar das nossas vias\u00a0por desvairados, l\u00fagubres sinais,\u00a0m\u00edsera sorte, estranha condi\u00e7\u00e3o,\u00a0mas c\u00e1 e l\u00e1 do que eras tu te esvais,\u00a0por ser combate de armas desiguais.\u00a0matam-te a casa, a escola, a profiss\u00e3o,\u00a0a t\u00e9cnica, a ci\u00eancia, a propaganda,\u00a0o discurso pol\u00edtico, a paix\u00e3o\u00a0de estranhas novidades, a ciranda\u00a0de viol\u00eancia alvar que n\u00e3o abranda\u00a0entre r\u00e1dios, jornais, televis\u00e3o.\u00a0e toda a gente o diz, mesmo essa que anda\u00a0por tal degrada\u00e7\u00e3o t\u00e3o mais feliz\u00a0que o repete por luxo e n\u00e3o comanda,\u00a0com o bafo de hienas dos covis,\u00a0mais que uma vela v\u00e3 nos ventos panda\u00a0cheia do podre cheiro a que tresanda.\u00a0foste mem\u00f3ria, m\u00fasica e matriz\u00a0de um \u00e1spero combate: apreender\u00a0e dominar o mundo e as mais subtis\u00a0equa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 igual a xis\u00a0qualquer das dimens\u00f5es do conhecer,\u00a0dizer de amor e morte, e a quem quis\u00a0e soube utilizar-te, do viver,\u00a0do mais simples viver quotidiano,\u00a0de ilus\u00f5es e sil\u00eancios, desengano,\u00a0sombras e luz, risadas e prazer\u00a0e dor e sofrimento, e de ano a ano,\u00a0passarem aves, ceifas, esta\u00e7\u00f5es,\u00a0o trabalho, o sossego, o tempo insano\u00a0do sobressalto a vir a todo o pano,\u00a0e bonan\u00e7as tamb\u00e9m e tais raz\u00f5es\u00a0que no mundo costumam suceder\u00a0e deslumbram na s\u00f3 variedade\u00a0de seu modo, lugar e qualidade,\u00a0e coisas certas, inexactid\u00f5es,\u00a0venturas, infort\u00fanios, cativeiros,\u00a0e paisagens e luas e mon\u00e7\u00f5es,\u00a0e os caminhos da terra a percorrer,\u00a0e arados, atrelagens e veleiros,\u00a0pedacinhos de conchas, verde jade,\u00a0doces luminesc\u00eancias e luzeiros,\u00a0que podias dizer e desdizer\u00a0no teu corpo de tempo e liberdade.\u00a0agora que \u00e9s refugo e cicatriz\u00a0esperan\u00e7a nenhuma h\u00e1s-de manter:\u00a0o teu pr\u00f3prio dom\u00ednio foi proscrito,\u00a0laje de lousa gasta em que algum giz\u00a0se esborratou informe em borr\u00f5es vis.\u00a0de assim acontecer, ficou-te o mito\u00a0de haver milh\u00f5es que te uivam triunfantes\u00a0na raiva e na ora\u00e7\u00e3o, no amor, no grito\u00a0de desespero, mas foi noutro atrito\u00a0que tu partiste at\u00e9 as pr\u00f3prias jantes\u00a0nos estrad\u00f5es da hist\u00f3ria: estava escrito\u00a0que iam desconjuntar-te os teus falantes\u00a0na terra em que nasceste, eu acredito\u00a0que te fizeram avaria grossa.\u00a0n\u00e3o rodar\u00e1s nas rotas como dantes,\u00a0quer murmures, escrevas, fales, cantes,\u00a0mas apesar de tudo ainda \u00e9s nossa,\u00a0e crescemos em ti. nem imaginas\u00a0que alguma vez uma outra l\u00edngua possa\u00a0p\u00f4r-te incolor, ou inodora, insossa,\u00a0ser rem\u00e9dio brutal, v\u00e3s aspirinas,\u00a0ou tirar-nos de vez de alguma fossa,\u00a0ou dar-nos vidas novas repentinas.\u00a0enredada em vilezas, \u00f3dios, tro\u00e7a,\u00a0no teu pr\u00f3prio pa\u00eds te contaminas\u00a0e \u00e9 dele essa mis\u00e9ria que te ro\u00e7a.\u00a0mas com o que te resta me iluminas.\u00a0 \u00a0 Vasco Gra\u00e7a Moura, in &#8220;Antologia dos Sessenta Anos&#8221; \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[109,5,70],"tags":[],"class_list":["post-1638199","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autores","category-lingua-portuguesa","category-poesia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1638199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1638199"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1638199\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3093199,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1638199\/revisions\/3093199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1638199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1638199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1638199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}