{"id":1529054,"date":"2010-05-05T14:25:00","date_gmt":"2010-05-05T14:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/1529054.html"},"modified":"2026-05-13T22:56:47","modified_gmt":"2026-05-13T22:56:47","slug":"relatorio-do-banco-de-portugal-dedicado-ao-investimento-na-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=1529054","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio do Banco de Portugal dedicado ao investimento na educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_Ktgp5ZkbTjk\/S9sCFQ4MfjI\/AAAAAAAABd8\/NRVu32mX4wY\/s1600\/banco+portugal+1.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"133\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/bancoportugal1.jpg\" tt=\"true\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O\u00a0\u00faltimo Relat\u00f3rio do Banco de Portugal (Primavera 2010) \u00e9 dedicado \u00e0 discuss\u00e3o do tema &#8211;\u00a0 <strong><em>O investimento em educa\u00e7\u00e3o em Portugal: retornos e heterogeneidade.<\/em><\/strong> Citamos os dois par\u00e1grafos iniciais, embora todo o documento mere\u00e7a a nossa aten\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">A educa\u00e7\u00e3o assume um papel crucial no processo de desenvolvimento econ\u00f3mico e social moderno. <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O crescimento econ\u00f3mico sustent\u00e1vel nas economias desenvolvidas requer uma popula\u00e7\u00e3o de <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">trabalhadores, empres\u00e1rios e gestores com um elevado n\u00edvel de escolaridade. Apenas desta forma <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">se potencia a cria\u00e7\u00e3o e adop\u00e7\u00e3o de novas ideias. Ao longo do s\u00e9culo XX o crescimento econ\u00f3mico <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">portugu\u00eas foi relativamente cont\u00ednuo, se bem que de forma mais consistente depois da d\u00e9cada de <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">50, mas o seu desenvolvimento educacional foi muito descont\u00ednuo. Ao longo de mais de dois ter\u00e7os <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">do s\u00e9culo XX o n\u00edvel educativo mediano dos portugueses n\u00e3o foi al\u00e9m de quatro anos de escolaridade. <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Apesar dos progressos registados nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a estrutura educacional em Portugal <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">permanece muito fr\u00e1gil quando comparada com a das restantes economias avan\u00e7adas. Este facto <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">constitui um entrave ao crescimento da economia portuguesa no presente e no futuro. <\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O desenvolvimento tecnol\u00f3gico registado ao longo de todo este per\u00edodo foi sempre utilizador intensivo <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">de qualifica\u00e7\u00f5es. Essas qualifica\u00e7\u00f5es comandam o aparecimento e a utiliza\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">As economias que mais progrediram ao longo do s\u00e9culo foram aquelas que aliaram uma <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">popula\u00e7\u00e3o activa com elevada escolaridade \u00e0s institui\u00e7\u00f5es promotoras do crescimento, tais como o <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">tipo de governo e a garantia dos direitos de propriedade (Katz e Goldin, 2008). Entre v\u00e1rios pa\u00edses <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">destacam-se os EUA, que lideraram ao longo do s\u00e9culo XX a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o generalizada <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">a toda a popula\u00e7\u00e3o. Mais recentemente, alguns pa\u00edses realizaram progressos assinal\u00e1veis no dom\u00ednio <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">educativo, como por exemplo o Jap\u00e3o e a Irlanda, que t\u00eam hoje n\u00edveis de escolaridade bastante <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">elevados. O resultado desses investimentos, individuais e colectivos, foi a cria\u00e7\u00e3o de uma vantagem <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">competitiva na \u00e1rea da inova\u00e7\u00e3o e um forte crescimento econ\u00f3mico. Em contraste, Portugal iniciou <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">o S\u00e9culo do Capital Humano, como \u00e9 designado o s\u00e9culo XX, com uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de anos <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">de escolaridade obrigat\u00f3ria, de 5 anos em 1919, para 3 anos em 1930. Esta situa\u00e7\u00e3o perdurou durante <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">mais de 30 anos e Portugal entrou no \u00faltimo quarto de s\u00e9culo com a popula\u00e7\u00e3o activa menos <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">escolarizada de entre todos os pa\u00edses da OCDE.<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\">Ler mais <a href=\"http:\/\/www.bportugal.pt\/pt-PT\/EstudosEconomicos\/Publicacoes\/BoletimEconomico\/Publicacoes\/tema_primavera10_p.pdf\">&gt;&gt;\u00a0<\/a><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0\u00faltimo Relat\u00f3rio do Banco de Portugal (Primavera 2010) \u00e9 dedicado \u00e0 discuss\u00e3o do tema &#8211;\u00a0 O investimento em educa\u00e7\u00e3o em Portugal: retornos e heterogeneidade. Citamos os dois par\u00e1grafos iniciais, embora todo o documento mere\u00e7a a nossa aten\u00e7\u00e3o: A educa\u00e7\u00e3o assume um papel crucial no processo de desenvolvimento econ\u00f3mico e social moderno. O crescimento econ\u00f3mico sustent\u00e1vel nas economias desenvolvidas requer uma popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores, empres\u00e1rios e gestores com um elevado n\u00edvel de escolaridade. Apenas desta forma se potencia a cria\u00e7\u00e3o e adop\u00e7\u00e3o de novas ideias. Ao longo do s\u00e9culo XX o crescimento econ\u00f3mico portugu\u00eas foi relativamente cont\u00ednuo, se bem que de forma mais consistente depois da d\u00e9cada de 50, mas o seu desenvolvimento educacional foi muito descont\u00ednuo. Ao longo de mais de dois ter\u00e7os do s\u00e9culo XX o n\u00edvel educativo mediano dos portugueses n\u00e3o foi al\u00e9m de quatro anos de escolaridade. Apesar dos progressos registados nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a estrutura educacional em Portugal permanece muito fr\u00e1gil quando comparada com a das restantes economias avan\u00e7adas. Este facto constitui um entrave ao crescimento da economia portuguesa no presente e no futuro. O desenvolvimento tecnol\u00f3gico registado ao longo de todo este per\u00edodo foi sempre utilizador intensivo de qualifica\u00e7\u00f5es. Essas qualifica\u00e7\u00f5es comandam o aparecimento e a utiliza\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. As economias que mais progrediram ao longo do s\u00e9culo foram aquelas que aliaram uma popula\u00e7\u00e3o activa com elevada escolaridade \u00e0s institui\u00e7\u00f5es promotoras do crescimento, tais como o tipo de governo e a garantia dos direitos de propriedade (Katz e Goldin, 2008). Entre v\u00e1rios pa\u00edses destacam-se os EUA, que lideraram ao longo do s\u00e9culo XX a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o generalizada a toda a popula\u00e7\u00e3o. Mais recentemente, alguns pa\u00edses realizaram progressos assinal\u00e1veis no dom\u00ednio educativo, como por exemplo o Jap\u00e3o e a Irlanda, que t\u00eam hoje n\u00edveis de escolaridade bastante elevados. O resultado desses investimentos, individuais e colectivos, foi a cria\u00e7\u00e3o de uma vantagem competitiva na \u00e1rea da inova\u00e7\u00e3o e um forte crescimento econ\u00f3mico. Em contraste, Portugal iniciou o S\u00e9culo do Capital Humano, como \u00e9 designado o s\u00e9culo XX, com uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de anos de escolaridade obrigat\u00f3ria, de 5 anos em 1919, para 3 anos em 1930. Esta situa\u00e7\u00e3o perdurou durante mais de 30 anos e Portugal entrou no \u00faltimo quarto de s\u00e9culo com a popula\u00e7\u00e3o activa menos escolarizada de entre todos os pa\u00edses da OCDE. 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