{"id":1301971,"date":"2011-03-01T00:45:00","date_gmt":"2011-03-01T00:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/1301971.html"},"modified":"2026-05-14T01:04:25","modified_gmt":"2026-05-14T01:04:25","slug":"o-livro-digital-e-o-demonio-da-analogia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=1301971","title":{"rendered":"&#8220;O livro digital e o dem\u00f3nio da analogia&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/expresso.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" l6=\"true\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/expresso.jpg\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">A evolu\u00e7\u00e3o do livro impresso e o recente livro digital num artigo de Ant\u00f3nio Guerreiro:<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><em>H\u00e1 quase meio s\u00e9culo, escutou-se pela primeira vez a profecia da morte do livro impresso. Foi em 1962, e o profeta tinha nome que haveria de soar a vision\u00e1rio: Marshall McLuhan.<\/em><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><em>Reiterada de tempos a tempos, reativada como um programa inevit\u00e1vel a partir do momento em que a Internet e os motores de busca passaram a fazer parte do quotidiano, em meados dos anos 90, a profecia n\u00e3o se cumpriu: a &#8220;gal\u00e1xia de Gutenberg&#8221; n\u00e3o passou a ser uma coisa do passado, e a esp\u00e9cie do Homo typographicus continuou a crescer e a multiplicar-se, ainda que a sua condi\u00e7\u00e3o seja agora h\u00edbrida, j\u00e1 que passou tamb\u00e9m a responder &#8211; e todos n\u00f3s sabemos com que solicitude e velocidade &#8211; \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es da era digital.<\/em><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><em>Certo \u00e9 que o caudal dos livros que se folheiam com os dedos, os livros impressos, n\u00e3o parou de aumentar. Robert Darnton (ver bibliografia no final do artigo), um dos mais importantes historiadores do livro e diretor da Biblioteca Universit\u00e1ria de Harvard, fornece os n\u00fameros desta marcha progressiva, num tempo que se esperava ser de abrandamento: em 1998 foram publicados em todo o mundo 700.000 novos t\u00edtulos, em 2003 foram 859.000 e em 2007 foram 976.000.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><em>Em suma, o mais velho instrumento de leitura &#8211; o c\u00f3dex &#8211; n\u00e3o apenas n\u00e3o foi expulso (de acordo com a velha teoria de que um novo meio de comunica\u00e7\u00e3o nunca exclui completamente o anterior) como manteve a sua posi\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio absoluto. <\/em><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><\/span><\/em><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><em><br \/><\/em><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><em>Recordemos ent\u00e3o, brevemente, uma hist\u00f3ria de muitos s\u00e9culos e escassos &#8211; mas importantes &#8211; acontecimentos.(&#8230;)<\/em><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\">Ler mais no <em>Expresso,<\/em> 21 Fev<em>.<\/em>\u00a0<a href=\"http:\/\/aeiou.expresso.pt\/o-livro-digital-e-o-demonio-da-analogia=f632281\">&gt;&gt;<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A evolu\u00e7\u00e3o do livro impresso e o recente livro digital num artigo de Ant\u00f3nio Guerreiro: H\u00e1 quase meio s\u00e9culo, escutou-se pela primeira vez a profecia da morte do livro impresso. Foi em 1962, e o profeta tinha nome que haveria de soar a vision\u00e1rio: Marshall McLuhan. Reiterada de tempos a tempos, reativada como um programa inevit\u00e1vel a partir do momento em que a Internet e os motores de busca passaram a fazer parte do quotidiano, em meados dos anos 90, a profecia n\u00e3o se cumpriu: a &#8220;gal\u00e1xia de Gutenberg&#8221; n\u00e3o passou a ser uma coisa do passado, e a esp\u00e9cie do Homo typographicus continuou a crescer e a multiplicar-se, ainda que a sua condi\u00e7\u00e3o seja agora h\u00edbrida, j\u00e1 que passou tamb\u00e9m a responder &#8211; e todos n\u00f3s sabemos com que solicitude e velocidade &#8211; \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es da era digital. Certo \u00e9 que o caudal dos livros que se folheiam com os dedos, os livros impressos, n\u00e3o parou de aumentar. Robert Darnton (ver bibliografia no final do artigo), um dos mais importantes historiadores do livro e diretor da Biblioteca Universit\u00e1ria de Harvard, fornece os n\u00fameros desta marcha progressiva, num tempo que se esperava ser de abrandamento: em 1998 foram publicados em todo o mundo 700.000 novos t\u00edtulos, em 2003 foram 859.000 e em 2007 foram 976.000. Em suma, o mais velho instrumento de leitura &#8211; o c\u00f3dex &#8211; n\u00e3o apenas n\u00e3o foi expulso (de acordo com a velha teoria de que um novo meio de comunica\u00e7\u00e3o nunca exclui completamente o anterior) como manteve a sua posi\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio absoluto. Recordemos ent\u00e3o, brevemente, uma hist\u00f3ria de muitos s\u00e9culos e escassos &#8211; mas importantes &#8211; acontecimentos.(&#8230;) Ler mais no Expresso, 21 Fev.\u00a0&gt;&gt;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140,150],"tags":[],"class_list":["post-1301971","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros","category-livros-digitais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1301971","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1301971"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1301971\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3095825,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1301971\/revisions\/3095825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1301971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1301971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1301971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}