{"id":1297354,"date":"2012-04-01T08:09:00","date_gmt":"2012-04-01T08:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/1297354.html"},"modified":"2026-05-14T01:07:00","modified_gmt":"2026-05-14T01:07:00","slug":"o-dia-internacional-do-livro-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=1297354","title":{"rendered":"O Dia Internacional do Livro Infantil"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-7bV0BQf4IHM\/T2DYv_02KxI\/AAAAAAAARVs\/yHsctr7uw6U\/s1600\/dia_do_livro_infantil.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/dia_do_livro_infantil.jpg\" width=\"225\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: left;\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: left;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Este \u00e9 o cartaz nacional de autoria de Yara Kono. Todos os anos a <a href=\"http:\/\/www.ibby.org\/index.php?id=269\">IBBY<\/a> convida um escritor para escrever a mensagem e este ano foi escolhido o mexicano\u00a0<a href=\"http:\/\/redescolar.ilce.edu.mx\/redescolar\/memorias\/textocontexto\/lugano\/francisc.htm\">Francisco Hinoja<\/a>:<\/span><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"Default\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><span style=\"font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;\">\u00a0<\/span><i><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade n\u00e3o era s\u00f3 um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas hist\u00f3rias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e pr\u00edncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheir\u00f5es e f\u00e1bricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de intelig\u00eancia, de imagens, de personagens extraordin\u00e1rias. Permitiram risos, encantos e conv\u00edvios. Carregaram-no de significado. E desde ent\u00e3o os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: \u201cEra uma vez um conto que contava o mundo inteiro\u2026\u201d<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"Default\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><i><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imagina\u00e7\u00e3o, como se fosse necess\u00e1rio dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas hist\u00f3rias entrar\u00e1 na nossa vida para arranjar solu\u00e7\u00f5es originais para os obst\u00e1culos que se nos coloquem no caminho.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"Default\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><i><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o: construir uma comunidade. \u00c0 volta dos contos reuniram-se as culturas, as \u00e9pocas e as gera\u00e7\u00f5es, para nos dizerem que japoneses, alem\u00e3es e mexicanos s\u00e3o um s\u00f3; como um s\u00f3 s\u00e3o os que viveram no s\u00e9culo XVII e n\u00f3s mesmos, que lemos um conto na Internet; e os av\u00f3s, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferen\u00e7as, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"Default\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><i><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Ao contr\u00e1rio dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos s\u00e3o fecundos e imortais, em especial os da tradi\u00e7\u00e3o oral, que se adequam \u00e0s circunst\u00e2ncias e ao contexto do momento em que s\u00e3o contados ou rescritos. E s\u00e3o contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"Default\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>E tamb\u00e9m era uma vez um pa\u00eds cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante s\u00e9culos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de cria\u00e7\u00e3o, para narrar a sua hist\u00f3ria, para oferecer a sua riqueza cultural, para agu\u00e7ar a curiosidade e levar sorrisos aos l\u00e1bios. Era igualmente um pa\u00eds onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso \u00e9 uma hist\u00f3ria que j\u00e1 come\u00e7ou a mudar. Hoje os contos est\u00e3o a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu pa\u00eds, o M\u00e9xico. E, ao encontrarem os seus leitores, est\u00e3o a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar fam\u00edlias e de criar indiv\u00edduos com maior possibilidade de serem felizes.<\/i><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;\"><br \/><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<div style=\"margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;\">\n<div style=\"text-align: right;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #666666; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">\u00a0<span lang=\"PT\">(trad. Maria Carlos Loureiro)\u00a0<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o cartaz nacional de autoria de Yara Kono. Todos os anos a IBBY convida um escritor para escrever a mensagem e este ano foi escolhido o mexicano\u00a0Francisco Hinoja: \u00a0Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade n\u00e3o era s\u00f3 um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas hist\u00f3rias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e pr\u00edncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheir\u00f5es e f\u00e1bricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de intelig\u00eancia, de imagens, de personagens extraordin\u00e1rias. Permitiram risos, encantos e conv\u00edvios. Carregaram-no de significado. E desde ent\u00e3o os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: \u201cEra uma vez um conto que contava o mundo inteiro\u2026\u201d Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imagina\u00e7\u00e3o, como se fosse necess\u00e1rio dar-lhe treino para a mantermos em forma. 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Ao contr\u00e1rio dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos s\u00e3o fecundos e imortais, em especial os da tradi\u00e7\u00e3o oral, que se adequam \u00e0s circunst\u00e2ncias e ao contexto do momento em que s\u00e3o contados ou rescritos. E s\u00e3o contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos. E tamb\u00e9m era uma vez um pa\u00eds cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante s\u00e9culos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de cria\u00e7\u00e3o, para narrar a sua hist\u00f3ria, para oferecer a sua riqueza cultural, para agu\u00e7ar a curiosidade e levar sorrisos aos l\u00e1bios. Era igualmente um pa\u00eds onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso \u00e9 uma hist\u00f3ria que j\u00e1 come\u00e7ou a mudar. Hoje os contos est\u00e3o a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu pa\u00eds, o M\u00e9xico. 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