{"id":1182021,"date":"2010-06-04T00:46:00","date_gmt":"2010-06-04T00:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/1182021.html"},"modified":"2026-05-14T02:11:59","modified_gmt":"2026-05-14T02:11:59","slug":"alice-varias-representacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=1182021","title":{"rendered":"Alice: v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_Ktgp5ZkbTjk\/TAbaWOnNKQI\/AAAAAAAABmk\/ngKmlEW7OBA\/s1600\/livro-alice-no-pais-das-maravilhas.png\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" gu=\"true\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/livro-alice-no-pais-das-maravilhas.png\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><strong>Alice no Pa\u00eds das Maravilhas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">A fic\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds das Maravilhas onde nasceu a Alice atravessa o mundo real em tr\u00eas s\u00e9culos diferentes (XIX, XX, XXI). A verdade \u00e9 que as necessidades da realidade (escrever para entreter uma menina chamada Alice Lidell) ter\u00e3o inspirado de tal maneira o autor (o matem\u00e1tico Charles Lutwidge Dodgson) que nunca mais a Alice deixou de povoar o Pa\u00eds das Maravilhas do nosso imagin\u00e1rio. Com Lewis Carroll (pseud\u00f3nimo do autor Charles Lutwidge Dodgson) e John Tenniel (ilustrador), as palavras e as imagens tornaram-se insepar\u00e1veis.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><em>Tudo \u00e9 relativo em Carroll, como na conversa entre os quatro comensais do ch\u00e1 maluco: \u00abvejo aquilo que como, ou como aquilo que vejo?\u00bb; \u00abrespiro quando durmo ou durmo quando respiro?\u00bb<\/em> Para um estudante de f\u00edsica avan\u00e7ada, o Pa\u00eds das Maravilhas \u00e9 um mundo quadridimensional, sempre a ser testado pelas novas concep\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o-tempo. Logo no in\u00edcio da hist\u00f3ria, quando a Alice cai em queda livre no po\u00e7o da toca do coelho, o narrador observa que <em>\u00abOu o po\u00e7o era muito fundo ou ela descia muito lentamente\u00bb.<\/em> Mais tarde, quando encontra a chave da porta e n\u00e3o a consegue abrir, o dilema \u00e9 semelhante: <em>\u00abou a fechadura \u00e9 demasiado grande ou a chave demasiado pequena.\u00bb<\/em> [<span style=\"font-size: x-small;\">CALADO, Jorge\u00a0(pref\u00e1cio) in CORREIA, Clara Pinto. &#8211; Dodologia: um voo planado sobre a modernidade. Lisboa: Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua Editores. 2001.]<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">No mundo maravilhoso quadridimensional de Alice tudo \u00e9 t\u00e3o relativo (e fantasioso) que nenhum suporte documental tem o exclusivo do contacto dos leitores com as aventuras de Alice. Todo o universo aliceano parece poder ser representado de m\u00faltiplas formas.<\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Iniciamos hoje uma incurs\u00e3o semanal por esse universo aliceano. <\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Come\u00e7amos pelas representa\u00e7\u00f5es de Alice na 7.\u00aa Arte, mais precisamente, pela <strong>1\u00aa vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica da Alice (1903)<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div align=\"center\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zeIXfdogJbA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zeIXfdogJbA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"420\" height=\"385\"><\/embed><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alice no Pa\u00eds das Maravilhas A fic\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds das Maravilhas onde nasceu a Alice atravessa o mundo real em tr\u00eas s\u00e9culos diferentes (XIX, XX, XXI). A verdade \u00e9 que as necessidades da realidade (escrever para entreter uma menina chamada Alice Lidell) ter\u00e3o inspirado de tal maneira o autor (o matem\u00e1tico Charles Lutwidge Dodgson) que nunca mais a Alice deixou de povoar o Pa\u00eds das Maravilhas do nosso imagin\u00e1rio. Com Lewis Carroll (pseud\u00f3nimo do autor Charles Lutwidge Dodgson) e John Tenniel (ilustrador), as palavras e as imagens tornaram-se insepar\u00e1veis. Tudo \u00e9 relativo em Carroll, como na conversa entre os quatro comensais do ch\u00e1 maluco: \u00abvejo aquilo que como, ou como aquilo que vejo?\u00bb; \u00abrespiro quando durmo ou durmo quando respiro?\u00bb Para um estudante de f\u00edsica avan\u00e7ada, o Pa\u00eds das Maravilhas \u00e9 um mundo quadridimensional, sempre a ser testado pelas novas concep\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o-tempo. Logo no in\u00edcio da hist\u00f3ria, quando a Alice cai em queda livre no po\u00e7o da toca do coelho, o narrador observa que \u00abOu o po\u00e7o era muito fundo ou ela descia muito lentamente\u00bb. Mais tarde, quando encontra a chave da porta e n\u00e3o a consegue abrir, o dilema \u00e9 semelhante: \u00abou a fechadura \u00e9 demasiado grande ou a chave demasiado pequena.\u00bb [CALADO, Jorge\u00a0(pref\u00e1cio) in CORREIA, Clara Pinto. &#8211; Dodologia: um voo planado sobre a modernidade. Lisboa: Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua Editores. 2001.] No mundo maravilhoso quadridimensional de Alice tudo \u00e9 t\u00e3o relativo (e fantasioso) que nenhum suporte documental tem o exclusivo do contacto dos leitores com as aventuras de Alice. Todo o universo aliceano parece poder ser representado de m\u00faltiplas formas. Iniciamos hoje uma incurs\u00e3o semanal por esse universo aliceano. Come\u00e7amos pelas representa\u00e7\u00f5es de Alice na 7.\u00aa Arte, mais precisamente, pela 1\u00aa vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica da Alice (1903)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[],"class_list":["post-1182021","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1182021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1182021"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1182021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3096774,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1182021\/revisions\/3096774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1182021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1182021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1182021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}